09 maio 2009
Desculpa, filho!
É incrível o quanto mal nos sentimos.
Apesar de coisas como esta fazerem parte também da vida e de não podermos salvar-vos de tudo, não deixa de ser cruel para um pai quando está lá e mesmo assim não consegue evitar o pior.
07 maio 2009
Um pai faz muita falta, ai faz, faz!
a mati tem-se portado muito bem enquanto o pai está fors,mas pelos vistos és mesmo pirata, porque desde que o pai não está que a mummy só se queixa de que não queres comer, não queres dormir, nada. Andas o dia todo com as pilhas sem descarregar.
Nem sequer idas consecutivas ao parque + banho + andar de mota em casa (a sério que o vizinho de baixo deve mesmo ser surdo...) te têm conseguido deixar meigo e obediente.
Quem duvida agora do pilar essencial que é um pai? Ninguém mais consegue cansar os filhos senão nós!!
04 maio 2009
Um dos melhores presentes para os maridos
A primeira vez
o pai está pela primeia vez de viagem e não te poderá ver nem à noite, nem abraçar-te e ter-te ao colo e nem sequer fazer-te as festinhas na cabeça como ontem tanto gostaste até adormecer.
Ainda nem sei bem o que sinto, para além da mais que óbvia saudade. A primeira vez, com o mano, foi de facto terrível. O tempo vai-nos dando calo, mas é sempre impossível ocultar esta agonia de sentir-mos que estamos longe, de que nada podemos caso surja alguma coisa.
Felizmente, a mummy é uma heroína valente que tudo pode. É o maior suporte. O pilar. A trave que nunca cede. E que quando parece ceder, só pede um mimo do pai, um beijo, uma meiguice de ti, do mano, uma festinha, uma palavra amiga. E pronto. Já está tudo bem de novo.
Pronto... Agora que falo nisto, estou cheio de saudades da mummy também!
Ai...
01 maio 2009
É oficial
pelos vistos já nem negas. E se tu és tímido!!!
Como tal, se não o negas, creio que o posso também divulgar por aqui neste cantinho nosso: já tens a tua primeira namorada!
Pois é, ainda mal 2 anos feitos e já deste os teus primeiros beijinhos na boca à Nônô. E não foi nem uma nem duas vezes. E quando te perguntamos pela namorada, a resposta é sempre igual: Nônô.
A escolha recaiu na rapariga loira, muito ao contrário do que te avisei filho: "never go for the blond", essa magnífica regre de Economia. O que só prova que vocês, filhos, fazem sempre o contrário do que vos dizem os pais...
Isto daqui a uns anos vai ser bonito, vai...
29 abril 2009
so far, so good
ao que parece, os teus cocós mal-cheirosos são mesmo e apenas mal-cheirosos.
Pelo menos a julgar pelo resultado das análises, só um ou outro valor sai fora dos valores de referência, mas sem ser nenhum dado de alarme. Veremos agora o que diz o shotôre.
Até lá,
BORGA!
Que é como quem diz, visita a casa dos avós e correria pelo quintal, entre batatas, tomates, kiwis e mais umas quantas plantas e legumes. Tudo isto, claro, com muita... terra!
=P
ai skip, skip...
27 abril 2009
Adopção
Também cá por casa achamos a adopção um dos actos maiores de amor. Com tantas crianças tristemente trazidas a esta Vida no meio de problemas, é de facto uma dádiva algumas famílias poderem acolhê-las e entregar-lhes todo o divino amor que têm para dar e partilhar.
Muito se fala e se diz sobre o processo de adopção em Portugal, de onde verdadeiramente o primeiro impacto é a morosidadede, essa que assombra desde bem cedo quem quer adoptar, como se ainda reflectindo no assunto já atirassem espinhos de longe para afastar a ideia.
Enfim.
Confesso que li muito superficialmente sobre o tema, mas não consigo deixar de ficar atónito com os anos que tantas crianças têm de esperar para serem acolhidas numa família quando, do outro lado, imensos casais desesperam ao ver o tempo passar.
Alguma coisa aqui, a meu ver, não bate certo...
26 abril 2009
A Beleza
Toda a gente que vê fotos da Mati exalta a beleza da nossa filhota.
Claro que só lá vão 3 meses e as fisionomias mudam tremendamente com o tempo. Mas caramba, até eu sei reconhecer que olhos como os dela, e mais ainda aquele olhar sereno e altivo, é deveras miraculoso.
Começo a recear, já bem de antemão, pela adolescência dos petizes... Ou melhor, pela minha sanidade por essa altura.
(s-u-s-p-i-r-o)
22 abril 2009
Análises
uma vez que os cocós mal-cheirosos não passam e manténs o percentil 0, este sábado fomos mesmo iniciar a façanha de te levar a fazer um rol de análises.
Os cocós tiveram de ir fora, porque no laboratório só aceitavam em recipiente próprio, pelo que passámos logo à recolha do sangue. aí, claro, o telemóvel com os vídeos ainda ajudou um pouco, mas o facto de teres duas estranhas a agarrarem-te no braço e, pior, estarem vestidas de bata branca, não ajudou...
Felizmente, és dos que choram mas não levantam a cadeira, pelo que não fosse a mãe ser igualmente medricas e talvez até nem tivesse sido tão mau.
Depois disso, comer. E depois disso, colocar a pastilha para análise ao suor. A boa parte veio depois, com uma hora inteirinha para brincar na sala dos mais pequeninos. E enquanto isto tudo, a mana também não se portou mal, vá lá.
A ver vamos, agora, isso sim, os resultados...
16 abril 2009
Cocós hiper mal cheirosos
14 abril 2009
Das melhores coisas no mundo
mas para nós, aqui em casa, dos melhores momentos do dia são as visitas ao quarto dos miúdos para lhes ajeitar a roupa da cama e dar alguns mimos enquanto dormem.
Acho que poucas imagens há que emanem tamanha tranquilidade e serenidade quanto ver os nossos filhos dormir em completa paz, nas suas caminhas, agarrados aos seus peluches de dormir.
12 abril 2009
5 Quilinhos
Labels: brinquedos, família, filhos, histórias, passeios
já alcancaste os 5kg!!!
Toda a gente vai dizendo como és parecida com o mano, e de facto até as pestanas de súbito romperam em força e estão fortes e longas. O rosto, esse, mantém-se extremamente parecido ao mano quando tinha 2 meses e meio. Mas é pena que no sono as coisas sejam tãããão diferentes... para pior.
Valha-nos ao menos que comes muito melhor.
Não se pode ter tudo.
Até agora, detestas:
- dormir
- barulho em casa
- estar ao colo deitada de costas
- mimos na cara que durem mais de 3 segundos
- que te tentem adormecer durante o dia
- estar no carro quando este está parado
- chucha
Adoras:
- que falem contigo e façam caretas
- te passeiem em pé virada de frente para o mundo
- mama
- andar de marsúpio
- banho
- bonecos e música
Depois de nos primeiros dois meses chorares perante sequer a aproximação do mano, eis que finalmente agora já vais apreciando quando ele aparece para dar um mimo, uma risada ou simplesmente para o veres a brincar.
Esforço no Trabalho
E a partir daqui dou por mim a entrar num sermão que se augura tremendamente chato, quiçá a falar convosco daqui a uns 20 anos, já então com mais 20 anos no pêlo de experiência laboral (espero!).
Se tal sermão fosse agora, que vos poderia dizer eu, meus príncipes?
O esforço deve ser sobretudo sentido. Acho que essa deve ser a condição essencial. Devemos fazer um esforço extra porque devemos acreditar que o nosso esforço compensa, para nós e para a empresa, grupo ou projecto onde trabalhamos. Mas também não devemos ser igualmente ingénuos. E se sabemos que o nosso esforço extra não serve qualquer propósito para o nosso emprego, porquê mantê-lo?
Isto faz mais sentido não quando se tem 20 anos e se está no primeiro emprego a part-time para pagar as férias, obviamente. Mas sobretudo quando temos filhos e chegamos a casa às 8 da noite e temos 45 minutos para estar convosco, estas coisas começam a doer...
O trabalho começa mais a ser visto como um espaço de empreendedorismo. E a verdade é que nem todos podemos ser jovesn empreendedores. Alguns de nós, pais, simplesmente não têm espaço para tal nas suas empresas. Ou porque estas não querem que os seus empregados sejam melhores mas façam simplesmente o que lhes é pedido, ou porque simplesmente não há sequer espaço.
E para ambas as hipóteses a solução é a mesma:
- dedicar-se com respeito e isenção de forma integral ao trabalho, mas reservar o esforço extra para carregar os filhos ao colo, às cavalitas, no parque ou a aprender a tabuada. Ou isso, ou procurar noutra empresa espaço para crescer, um lugar e pessoas de verdade e que saibam pelo menos recompensar o tempo que roubamos aos nossos filhos de forma, eu direi mesmo, exemplar.
Não há nada de mais violento do que o tempo com os nossos filhos que a eles lhes tiramos. Trouxe-mo-los a este mundo. E sobretudo até serem mais crescidotes, a nossa missão é educá-los, dar-lhes um futuro, transmitir-lhes os melhores valores, mimá-los, amá-los. Fazer isto sem passar algum bom tempo com eles só pode ser brincadeira.
Mas não creio que muitos chefes e gestores queiram saber disto.
O nosso esforço extra vai indo.
O retorno que o compense e sobretudo compense o tempo que retirámos aos nossos filhos, para lhes podermos pagar uma escola melhor, mais livros, um professor de música ou de pintura, tudo isso vai sendo miragem. E pior: de súbito o esforço extra passou a ser considerado o esforço normal, que sob pena nenhuma deve ser baixado.
E explicar-vos isto, meus filhos?
Muito difícil...
Quem sabe, daqui a 20 anos, este país seja melhor gerido nas suas empresas e nada disto faça mais sentido senão como uma má memória do passado.
06 abril 2009
Atenção Mamãs!
É que nós somos mesmo assim, levados da breca.
Homem que é homem precisa de ter essa afinidade com o seu lado viril. Para nós não vale de nada a história de dar miminhos e de isso ser o suficiente para pôr os filhotes a dormir. Para nós, nada de mais estimulante existe que não seja o desafio: Em quantos minutos consegues adormecer a bebé hoje? Será que consegues que ela coma a papa toda? Hoje irás bater o recorde e vestir o nosso filho em menos de 4 minutos?... Coisas assim.
Por isso, se querem que nós sejemos os primeiros a pegar nos filhotes e a empreender o total de energias é lançar-nos na psicologia desportiva e verão como damos o nosso melhor de forma orgulhosa!
=P
30 março 2009
2 aninhos... deixaste de ser bebé?
Labels: família, filhos, GRANDE DIA, pai, pensamentos
deixamos portanto de contar os meses, e a partir de agora passamos a contar apenas os anos.
Passa para a mana a contagem dos meses e tu já segues adiantado nas tuas traquinices.
E que 2 anos, caramba!
Este aniversário custou tormentas ao pappy.
A trabalhar, ao contrário do ano passado, vi as horinhas todas a dobrar e revivi à flor da pele aquele mágico dia 30 de março.
O ano passado já te ias segurando de pé.
Hoje corres pela casa feito doido.
Já falas pelos cotovelos.
Já comes chocolate.
Já fazes fitas e jogas com os humores dos pais.
Já te aproveitas das nossas fraquezas.
Já guinchas que quase nos furas os tímpanos.
Já danças que nem uma mola.
Já tens quase os dentes todos.
Já vês os livros e adoras que o pai interprete e assuma vozxes para as personagens.
Já escrevinhas risquinhos e círculos.
Já reconheces o "O", "1", "2", "A", "M", "P" e volta e meia já o "E".
Já chegas com os pés aos pedais do triciclo.
E há tanto mais que em dois anos de repente... puff, já cá está.
Deixaste por tudo isto de ser bebé?
Nada disso.
Creio que para qualquer pai, por mais barba que venha a ter, nunca um filho deixa verdadeiramente de ser o seu bebé que segura entre braços e adormece à noite na cama com toda a ternura.
Tcharan!!!! E eis que aqui o pai mudou o design do blog.
a mummy já há muito que achincalhava o pai sobre o abandono em que andava o blog.
Por isso, em dia de aniversário, eis que o paizão foleiro se deitou a trabalhar até tarde e socorrendo-se de uma template por aí na web lá conseguiu por isto a funcionar tudo direitinho.
O antigo layout, esse, aqui fica para mais tarde recordar:

Aos amigos e família que diariamente e simpaticamente visitam este cantinho, espero que também gostem.
(psssst: já viram que a roupa estendida é de menino e menina? nada ficou esquecido =P )
29 março 2009
2 Anos
Labels: desejo, dúvidas, família, filhos, GRANDE DIA, pensamentos, receios
Esperaste que o pai e a mummy terminassem de celebrar o seu dia de namoro e pouco depois da meia-noite iniciaste a tua viagem de entrada neste mundo.
2 anos!
Já vais fazer 2 anos.
Há 2 anos pensava que muita coisa iria mudar, desde o meu trabalho ao trabalho da mummy, e contudo, como a vida nos pregou partidas.
Há 2 anos não imaginava sequer que em menos de 2 anos seríamos 4!
E contudo, cada vez mais que te olho e seguro ao colo e agarro com força entre braços e vejo a tua irmã, só penso:
- o mundo podia ser tão diferente!
Temos feito tanta coisa mal.
Isto podia ser tanto melhor.
Como é possível que nós, adultos, estejamos a fraquejar tanto, e a deixar a vida do bem comum entregue tão displicentemente?!
Poderíamos ter ganho tanto em tempo uns com os outros. No esclarecimento do nosso papel, da nossa missão como seres humanos, como espécie, como grupo, como um todo. Deixámos para trás momentos bem negros. Mas verdadeiramente ninguém deixou ainda de temer um regresso, tais são os fantasmas ainda presentes.
Vamos vivendo.
As regras que regem coisas tão simples como mérito ou recompensa são tantas vezes defraudadas.
E nós, pais, dizemo-vos a vocês, filhos, não como o mundo funciona, mas como idealmente deveria funcionar. Depois vocês chegam uns anos mais tarde e descobrem que as coisas não são bem assim, que afinal há umas nuances diferentes. E mais uns anos depois a confusão é total, porque umas vezes é, outras não é, e ninguém sabe para onde isto vai...
Gostava de te poder oferecer, amanhã, no teu aniversário, um presente enorme com imensas e boas certezas quanto ao futuro de nós como país, como sociedade, como seres humanos. Infelizmente, até há 2 anos atrás eu pensava poder contar com tantas certezas, e eram apenas meia dúzia de coisas e pessoas, e no entanto tanto parece ter falhado.
Mas outras nem tanto.
Outras permanecem sérias, boas, fortes, vivazes, inspiradoras.
E é precisamente aí nessas excepções que tem que residir a nossa força e a nossa esperança.
Nesses vislumbres de luz, por onde metemos a mão e sentimos o calor amornar-nos a pele sem queimar, porque do lado de lá não está qualquer miragem nem luz plástica, mas uma outra mão.
Tens sempre as nossas, filho.
Terás sempre as nossas.
As nossas mãos, quentes, estão sempre aqui para ti.
Para dançarmos, ampararmo-nos, levantarmo-nos, mimarmo-nos.
Sempre aqui.
26 março 2009
Corte de Cabelo
Posto isto, a mummy colocou o nosso petiz sobre o colo e, mais ou menos receoso, o grande pilantra cá de casa lã foi deixando que lhe cortassem o cabelo. Meio assustado, à medida qua ia vendo caírem as madeixas, mas resignado e curioso por ver no que aquilo ia dar.
Mas o melhor nem veio a seguir, em casa, vaidosérrimo a mostrar a cabeça à tropa ao pai e à Vó.
O melhor veio mesmo no dia seguinte de manhã.
Entrando na escola, diz a mummy:
- Martim, vamos mostrar o cabelo novo às professoras, vamos?
E o nosso pilantrinha, entrando na sala, exclama:
- Não! à nônô!
E nisto toca de correr a ir ter com a amiga loirinha e a exibir-se pomposamente para ela.
24 março 2009
2, 2, 2
2 mesinhos.
O tempo voa e com dois filhos em casa, eu e a mummy já comentámos como a ampulheta parece dixar escaapr a areia ainda mais depressa. É assustador.
A mummy já só tem mais 3 meses contigo em casa, e parece que é já amanhã...
Daqui a duas semanas faremos a festinha de aniversário do mano, 2 anos! Xi.... Parece inacreditável.
2 anos!
18 março 2009
Como seres o mais pequeno não significa nada
há fenómenos muito engraçados e surpresas muito curiosas na vida.
Quem diria!?
Na tua turma és provavelmente o rapaz mais franzino. E apenas suplantado por uma rapariga que é igualmente de fisionomia pequena. Vai daí, este e aquele miúdo volta e meia atiram-te uma ofensa física, ao que tu não gostas e te retrais e foges, assustado.
Contudo, desde há duas semanas para cá, um estranho acontecimento tem-te feito subir na consideração dos demais, ao ponto de os mesmos te recearem e estarem, até já, intimidados por ti.
Passo a resumir:
como actualmente vocês estão na fase das birras e teimosias, fazem o que vos dá na real gana, e por vezes batem uns aos outros ou mordem-se ou atiram coisa pior. Claro está que consequentemente segue-se o castigo, que passa numa grande parte das vezes por ficarem sozinhos, sentados à mesa sem nada para fazer durante uns minutos.
Só a própria palavra castigo, para alguns, é razão suficiente para choro de baba e ranho. Mas não tu. Lá na escola, como em casa, encaras o castigo de forma neutral. Sentas-te. E aguardas. Sem pressas. Sem stress. Impávido. Sereno até. E quando te dizem "terminou o castigo" regressas à normalidade da brincadeira como se nada fosse.
Mas a verdade é que tamanha sobranceria perante tal castigo tem feito os restantes meninos olharem-te com outros olhos. E a mim tem dado muito que pensar. Ou terei criado um criminoso sem receio da lei, ou há aqui uma lição bem mais zen sobre a qual devo reflectir...