Não sei se para os outros pais a sensação é idêntica,
mas para nós, aqui em casa, dos melhores momentos do dia são as visitas ao quarto dos miúdos para lhes ajeitar a roupa da cama e dar alguns mimos enquanto dormem.
Acho que poucas imagens há que emanem tamanha tranquilidade e serenidade quanto ver os nossos filhos dormir em completa paz, nas suas caminhas, agarrados aos seus peluches de dormir.
14 abril 2009
12 abril 2009
5 Quilinhos
0
comments
Posted by
Unknown at 10:49 da tarde
Labels: brinquedos, família, filhos, histórias, passeios
Labels: brinquedos, família, filhos, histórias, passeios
Pois é, Mati!,
já alcancaste os 5kg!!!
Toda a gente vai dizendo como és parecida com o mano, e de facto até as pestanas de súbito romperam em força e estão fortes e longas. O rosto, esse, mantém-se extremamente parecido ao mano quando tinha 2 meses e meio. Mas é pena que no sono as coisas sejam tãããão diferentes... para pior.
Valha-nos ao menos que comes muito melhor.
Não se pode ter tudo.
Até agora, detestas:
- dormir
- barulho em casa
- estar ao colo deitada de costas
- mimos na cara que durem mais de 3 segundos
- que te tentem adormecer durante o dia
- estar no carro quando este está parado
- chucha
Adoras:
- que falem contigo e façam caretas
- te passeiem em pé virada de frente para o mundo
- mama
- andar de marsúpio
- banho
- bonecos e música
Depois de nos primeiros dois meses chorares perante sequer a aproximação do mano, eis que finalmente agora já vais apreciando quando ele aparece para dar um mimo, uma risada ou simplesmente para o veres a brincar.
já alcancaste os 5kg!!!
Toda a gente vai dizendo como és parecida com o mano, e de facto até as pestanas de súbito romperam em força e estão fortes e longas. O rosto, esse, mantém-se extremamente parecido ao mano quando tinha 2 meses e meio. Mas é pena que no sono as coisas sejam tãããão diferentes... para pior.
Valha-nos ao menos que comes muito melhor.
Não se pode ter tudo.
Até agora, detestas:
- dormir
- barulho em casa
- estar ao colo deitada de costas
- mimos na cara que durem mais de 3 segundos
- que te tentem adormecer durante o dia
- estar no carro quando este está parado
- chucha
Adoras:
- que falem contigo e façam caretas
- te passeiem em pé virada de frente para o mundo
- mama
- andar de marsúpio
- banho
- bonecos e música
Depois de nos primeiros dois meses chorares perante sequer a aproximação do mano, eis que finalmente agora já vais apreciando quando ele aparece para dar um mimo, uma risada ou simplesmente para o veres a brincar.
Esforço no Trabalho
De que serve o esforço extra no trabalho?
E a partir daqui dou por mim a entrar num sermão que se augura tremendamente chato, quiçá a falar convosco daqui a uns 20 anos, já então com mais 20 anos no pêlo de experiência laboral (espero!).
Se tal sermão fosse agora, que vos poderia dizer eu, meus príncipes?
O esforço deve ser sobretudo sentido. Acho que essa deve ser a condição essencial. Devemos fazer um esforço extra porque devemos acreditar que o nosso esforço compensa, para nós e para a empresa, grupo ou projecto onde trabalhamos. Mas também não devemos ser igualmente ingénuos. E se sabemos que o nosso esforço extra não serve qualquer propósito para o nosso emprego, porquê mantê-lo?
Isto faz mais sentido não quando se tem 20 anos e se está no primeiro emprego a part-time para pagar as férias, obviamente. Mas sobretudo quando temos filhos e chegamos a casa às 8 da noite e temos 45 minutos para estar convosco, estas coisas começam a doer...
O trabalho começa mais a ser visto como um espaço de empreendedorismo. E a verdade é que nem todos podemos ser jovesn empreendedores. Alguns de nós, pais, simplesmente não têm espaço para tal nas suas empresas. Ou porque estas não querem que os seus empregados sejam melhores mas façam simplesmente o que lhes é pedido, ou porque simplesmente não há sequer espaço.
E para ambas as hipóteses a solução é a mesma:
- dedicar-se com respeito e isenção de forma integral ao trabalho, mas reservar o esforço extra para carregar os filhos ao colo, às cavalitas, no parque ou a aprender a tabuada. Ou isso, ou procurar noutra empresa espaço para crescer, um lugar e pessoas de verdade e que saibam pelo menos recompensar o tempo que roubamos aos nossos filhos de forma, eu direi mesmo, exemplar.
Não há nada de mais violento do que o tempo com os nossos filhos que a eles lhes tiramos. Trouxe-mo-los a este mundo. E sobretudo até serem mais crescidotes, a nossa missão é educá-los, dar-lhes um futuro, transmitir-lhes os melhores valores, mimá-los, amá-los. Fazer isto sem passar algum bom tempo com eles só pode ser brincadeira.
Mas não creio que muitos chefes e gestores queiram saber disto.
O nosso esforço extra vai indo.
O retorno que o compense e sobretudo compense o tempo que retirámos aos nossos filhos, para lhes podermos pagar uma escola melhor, mais livros, um professor de música ou de pintura, tudo isso vai sendo miragem. E pior: de súbito o esforço extra passou a ser considerado o esforço normal, que sob pena nenhuma deve ser baixado.
E explicar-vos isto, meus filhos?
Muito difícil...
Quem sabe, daqui a 20 anos, este país seja melhor gerido nas suas empresas e nada disto faça mais sentido senão como uma má memória do passado.
E a partir daqui dou por mim a entrar num sermão que se augura tremendamente chato, quiçá a falar convosco daqui a uns 20 anos, já então com mais 20 anos no pêlo de experiência laboral (espero!).
Se tal sermão fosse agora, que vos poderia dizer eu, meus príncipes?
O esforço deve ser sobretudo sentido. Acho que essa deve ser a condição essencial. Devemos fazer um esforço extra porque devemos acreditar que o nosso esforço compensa, para nós e para a empresa, grupo ou projecto onde trabalhamos. Mas também não devemos ser igualmente ingénuos. E se sabemos que o nosso esforço extra não serve qualquer propósito para o nosso emprego, porquê mantê-lo?
Isto faz mais sentido não quando se tem 20 anos e se está no primeiro emprego a part-time para pagar as férias, obviamente. Mas sobretudo quando temos filhos e chegamos a casa às 8 da noite e temos 45 minutos para estar convosco, estas coisas começam a doer...
O trabalho começa mais a ser visto como um espaço de empreendedorismo. E a verdade é que nem todos podemos ser jovesn empreendedores. Alguns de nós, pais, simplesmente não têm espaço para tal nas suas empresas. Ou porque estas não querem que os seus empregados sejam melhores mas façam simplesmente o que lhes é pedido, ou porque simplesmente não há sequer espaço.
E para ambas as hipóteses a solução é a mesma:
- dedicar-se com respeito e isenção de forma integral ao trabalho, mas reservar o esforço extra para carregar os filhos ao colo, às cavalitas, no parque ou a aprender a tabuada. Ou isso, ou procurar noutra empresa espaço para crescer, um lugar e pessoas de verdade e que saibam pelo menos recompensar o tempo que roubamos aos nossos filhos de forma, eu direi mesmo, exemplar.
Não há nada de mais violento do que o tempo com os nossos filhos que a eles lhes tiramos. Trouxe-mo-los a este mundo. E sobretudo até serem mais crescidotes, a nossa missão é educá-los, dar-lhes um futuro, transmitir-lhes os melhores valores, mimá-los, amá-los. Fazer isto sem passar algum bom tempo com eles só pode ser brincadeira.
Mas não creio que muitos chefes e gestores queiram saber disto.
O nosso esforço extra vai indo.
O retorno que o compense e sobretudo compense o tempo que retirámos aos nossos filhos, para lhes podermos pagar uma escola melhor, mais livros, um professor de música ou de pintura, tudo isso vai sendo miragem. E pior: de súbito o esforço extra passou a ser considerado o esforço normal, que sob pena nenhuma deve ser baixado.
E explicar-vos isto, meus filhos?
Muito difícil...
Quem sabe, daqui a 20 anos, este país seja melhor gerido nas suas empresas e nada disto faça mais sentido senão como uma má memória do passado.
06 abril 2009
Atenção Mamãs!
Para convencerem os pais a se atirarem de pés e cabeça à árdua tarefa de adormecerem os vossos bebés rabujentos, vestirem os travessos ou mudarem a fralda aos que fogem dela a sete pés, só há mesmo uma solução: o jogo.
É que nós somos mesmo assim, levados da breca.
Homem que é homem precisa de ter essa afinidade com o seu lado viril. Para nós não vale de nada a história de dar miminhos e de isso ser o suficiente para pôr os filhotes a dormir. Para nós, nada de mais estimulante existe que não seja o desafio: Em quantos minutos consegues adormecer a bebé hoje? Será que consegues que ela coma a papa toda? Hoje irás bater o recorde e vestir o nosso filho em menos de 4 minutos?... Coisas assim.
Por isso, se querem que nós sejemos os primeiros a pegar nos filhotes e a empreender o total de energias é lançar-nos na psicologia desportiva e verão como damos o nosso melhor de forma orgulhosa!
=P
É que nós somos mesmo assim, levados da breca.
Homem que é homem precisa de ter essa afinidade com o seu lado viril. Para nós não vale de nada a história de dar miminhos e de isso ser o suficiente para pôr os filhotes a dormir. Para nós, nada de mais estimulante existe que não seja o desafio: Em quantos minutos consegues adormecer a bebé hoje? Será que consegues que ela coma a papa toda? Hoje irás bater o recorde e vestir o nosso filho em menos de 4 minutos?... Coisas assim.
Por isso, se querem que nós sejemos os primeiros a pegar nos filhotes e a empreender o total de energias é lançar-nos na psicologia desportiva e verão como damos o nosso melhor de forma orgulhosa!
=P
30 março 2009
2 aninhos... deixaste de ser bebé?
1 comments
Posted by
Unknown at 11:35 da tarde
Labels: família, filhos, GRANDE DIA, pai, pensamentos
Labels: família, filhos, GRANDE DIA, pai, pensamentos
Pois é filhão,
deixamos portanto de contar os meses, e a partir de agora passamos a contar apenas os anos.
Passa para a mana a contagem dos meses e tu já segues adiantado nas tuas traquinices.
E que 2 anos, caramba!
Este aniversário custou tormentas ao pappy.
A trabalhar, ao contrário do ano passado, vi as horinhas todas a dobrar e revivi à flor da pele aquele mágico dia 30 de março.
O ano passado já te ias segurando de pé.
Hoje corres pela casa feito doido.
Já falas pelos cotovelos.
Já comes chocolate.
Já fazes fitas e jogas com os humores dos pais.
Já te aproveitas das nossas fraquezas.
Já guinchas que quase nos furas os tímpanos.
Já danças que nem uma mola.
Já tens quase os dentes todos.
Já vês os livros e adoras que o pai interprete e assuma vozxes para as personagens.
Já escrevinhas risquinhos e círculos.
Já reconheces o "O", "1", "2", "A", "M", "P" e volta e meia já o "E".
Já chegas com os pés aos pedais do triciclo.
E há tanto mais que em dois anos de repente... puff, já cá está.
Deixaste por tudo isto de ser bebé?
Nada disso.
Creio que para qualquer pai, por mais barba que venha a ter, nunca um filho deixa verdadeiramente de ser o seu bebé que segura entre braços e adormece à noite na cama com toda a ternura.
deixamos portanto de contar os meses, e a partir de agora passamos a contar apenas os anos.
Passa para a mana a contagem dos meses e tu já segues adiantado nas tuas traquinices.
E que 2 anos, caramba!
Este aniversário custou tormentas ao pappy.
A trabalhar, ao contrário do ano passado, vi as horinhas todas a dobrar e revivi à flor da pele aquele mágico dia 30 de março.
O ano passado já te ias segurando de pé.
Hoje corres pela casa feito doido.
Já falas pelos cotovelos.
Já comes chocolate.
Já fazes fitas e jogas com os humores dos pais.
Já te aproveitas das nossas fraquezas.
Já guinchas que quase nos furas os tímpanos.
Já danças que nem uma mola.
Já tens quase os dentes todos.
Já vês os livros e adoras que o pai interprete e assuma vozxes para as personagens.
Já escrevinhas risquinhos e círculos.
Já reconheces o "O", "1", "2", "A", "M", "P" e volta e meia já o "E".
Já chegas com os pés aos pedais do triciclo.
E há tanto mais que em dois anos de repente... puff, já cá está.
Deixaste por tudo isto de ser bebé?
Nada disso.
Creio que para qualquer pai, por mais barba que venha a ter, nunca um filho deixa verdadeiramente de ser o seu bebé que segura entre braços e adormece à noite na cama com toda a ternura.
Tcharan!!!! E eis que aqui o pai mudou o design do blog.
Pois é, filhos meus,
a mummy já há muito que achincalhava o pai sobre o abandono em que andava o blog.
Por isso, em dia de aniversário, eis que o paizão foleiro se deitou a trabalhar até tarde e socorrendo-se de uma template por aí na web lá conseguiu por isto a funcionar tudo direitinho.
O antigo layout, esse, aqui fica para mais tarde recordar:

Aos amigos e família que diariamente e simpaticamente visitam este cantinho, espero que também gostem.
(psssst: já viram que a roupa estendida é de menino e menina? nada ficou esquecido =P )
a mummy já há muito que achincalhava o pai sobre o abandono em que andava o blog.
Por isso, em dia de aniversário, eis que o paizão foleiro se deitou a trabalhar até tarde e socorrendo-se de uma template por aí na web lá conseguiu por isto a funcionar tudo direitinho.
O antigo layout, esse, aqui fica para mais tarde recordar:

Aos amigos e família que diariamente e simpaticamente visitam este cantinho, espero que também gostem.
(psssst: já viram que a roupa estendida é de menino e menina? nada ficou esquecido =P )
29 março 2009
2 Anos
1 comments
Posted by
Unknown at 11:39 da tarde
Labels: desejo, dúvidas, família, filhos, GRANDE DIA, pensamentos, receios
Labels: desejo, dúvidas, família, filhos, GRANDE DIA, pensamentos, receios
Faz agora dois anos que o dia, uma quinta-feira, estava a terminar.
Esperaste que o pai e a mummy terminassem de celebrar o seu dia de namoro e pouco depois da meia-noite iniciaste a tua viagem de entrada neste mundo.
2 anos!
Já vais fazer 2 anos.
Há 2 anos pensava que muita coisa iria mudar, desde o meu trabalho ao trabalho da mummy, e contudo, como a vida nos pregou partidas.
Há 2 anos não imaginava sequer que em menos de 2 anos seríamos 4!
E contudo, cada vez mais que te olho e seguro ao colo e agarro com força entre braços e vejo a tua irmã, só penso:
- o mundo podia ser tão diferente!
Temos feito tanta coisa mal.
Isto podia ser tanto melhor.
Como é possível que nós, adultos, estejamos a fraquejar tanto, e a deixar a vida do bem comum entregue tão displicentemente?!
Poderíamos ter ganho tanto em tempo uns com os outros. No esclarecimento do nosso papel, da nossa missão como seres humanos, como espécie, como grupo, como um todo. Deixámos para trás momentos bem negros. Mas verdadeiramente ninguém deixou ainda de temer um regresso, tais são os fantasmas ainda presentes.
Vamos vivendo.
As regras que regem coisas tão simples como mérito ou recompensa são tantas vezes defraudadas.
E nós, pais, dizemo-vos a vocês, filhos, não como o mundo funciona, mas como idealmente deveria funcionar. Depois vocês chegam uns anos mais tarde e descobrem que as coisas não são bem assim, que afinal há umas nuances diferentes. E mais uns anos depois a confusão é total, porque umas vezes é, outras não é, e ninguém sabe para onde isto vai...
Gostava de te poder oferecer, amanhã, no teu aniversário, um presente enorme com imensas e boas certezas quanto ao futuro de nós como país, como sociedade, como seres humanos. Infelizmente, até há 2 anos atrás eu pensava poder contar com tantas certezas, e eram apenas meia dúzia de coisas e pessoas, e no entanto tanto parece ter falhado.
Mas outras nem tanto.
Outras permanecem sérias, boas, fortes, vivazes, inspiradoras.
E é precisamente aí nessas excepções que tem que residir a nossa força e a nossa esperança.
Nesses vislumbres de luz, por onde metemos a mão e sentimos o calor amornar-nos a pele sem queimar, porque do lado de lá não está qualquer miragem nem luz plástica, mas uma outra mão.
Tens sempre as nossas, filho.
Terás sempre as nossas.
As nossas mãos, quentes, estão sempre aqui para ti.
Para dançarmos, ampararmo-nos, levantarmo-nos, mimarmo-nos.
Sempre aqui.
Esperaste que o pai e a mummy terminassem de celebrar o seu dia de namoro e pouco depois da meia-noite iniciaste a tua viagem de entrada neste mundo.
2 anos!
Já vais fazer 2 anos.
Há 2 anos pensava que muita coisa iria mudar, desde o meu trabalho ao trabalho da mummy, e contudo, como a vida nos pregou partidas.
Há 2 anos não imaginava sequer que em menos de 2 anos seríamos 4!
E contudo, cada vez mais que te olho e seguro ao colo e agarro com força entre braços e vejo a tua irmã, só penso:
- o mundo podia ser tão diferente!
Temos feito tanta coisa mal.
Isto podia ser tanto melhor.
Como é possível que nós, adultos, estejamos a fraquejar tanto, e a deixar a vida do bem comum entregue tão displicentemente?!
Poderíamos ter ganho tanto em tempo uns com os outros. No esclarecimento do nosso papel, da nossa missão como seres humanos, como espécie, como grupo, como um todo. Deixámos para trás momentos bem negros. Mas verdadeiramente ninguém deixou ainda de temer um regresso, tais são os fantasmas ainda presentes.
Vamos vivendo.
As regras que regem coisas tão simples como mérito ou recompensa são tantas vezes defraudadas.
E nós, pais, dizemo-vos a vocês, filhos, não como o mundo funciona, mas como idealmente deveria funcionar. Depois vocês chegam uns anos mais tarde e descobrem que as coisas não são bem assim, que afinal há umas nuances diferentes. E mais uns anos depois a confusão é total, porque umas vezes é, outras não é, e ninguém sabe para onde isto vai...
Gostava de te poder oferecer, amanhã, no teu aniversário, um presente enorme com imensas e boas certezas quanto ao futuro de nós como país, como sociedade, como seres humanos. Infelizmente, até há 2 anos atrás eu pensava poder contar com tantas certezas, e eram apenas meia dúzia de coisas e pessoas, e no entanto tanto parece ter falhado.
Mas outras nem tanto.
Outras permanecem sérias, boas, fortes, vivazes, inspiradoras.
E é precisamente aí nessas excepções que tem que residir a nossa força e a nossa esperança.
Nesses vislumbres de luz, por onde metemos a mão e sentimos o calor amornar-nos a pele sem queimar, porque do lado de lá não está qualquer miragem nem luz plástica, mas uma outra mão.
Tens sempre as nossas, filho.
Terás sempre as nossas.
As nossas mãos, quentes, estão sempre aqui para ti.
Para dançarmos, ampararmo-nos, levantarmo-nos, mimarmo-nos.
Sempre aqui.
26 março 2009
Corte de Cabelo
Desta vez, decidimos que não dava mesmo. O corte tinha de ser feito por profissionais, que já chegava dos típicos esquartejamentos feitos pelo pai e mãe.
Posto isto, a mummy colocou o nosso petiz sobre o colo e, mais ou menos receoso, o grande pilantra cá de casa lã foi deixando que lhe cortassem o cabelo. Meio assustado, à medida qua ia vendo caírem as madeixas, mas resignado e curioso por ver no que aquilo ia dar.
Mas o melhor nem veio a seguir, em casa, vaidosérrimo a mostrar a cabeça à tropa ao pai e à Vó.
O melhor veio mesmo no dia seguinte de manhã.
Entrando na escola, diz a mummy:
- Martim, vamos mostrar o cabelo novo às professoras, vamos?
E o nosso pilantrinha, entrando na sala, exclama:
- Não! à nônô!
E nisto toca de correr a ir ter com a amiga loirinha e a exibir-se pomposamente para ela.
Posto isto, a mummy colocou o nosso petiz sobre o colo e, mais ou menos receoso, o grande pilantra cá de casa lã foi deixando que lhe cortassem o cabelo. Meio assustado, à medida qua ia vendo caírem as madeixas, mas resignado e curioso por ver no que aquilo ia dar.
Mas o melhor nem veio a seguir, em casa, vaidosérrimo a mostrar a cabeça à tropa ao pai e à Vó.
O melhor veio mesmo no dia seguinte de manhã.
Entrando na escola, diz a mummy:
- Martim, vamos mostrar o cabelo novo às professoras, vamos?
E o nosso pilantrinha, entrando na sala, exclama:
- Não! à nônô!
E nisto toca de correr a ir ter com a amiga loirinha e a exibir-se pomposamente para ela.
24 março 2009
2, 2, 2
Pois é, princesa,
2 mesinhos.
O tempo voa e com dois filhos em casa, eu e a mummy já comentámos como a ampulheta parece dixar escaapr a areia ainda mais depressa. É assustador.
A mummy já só tem mais 3 meses contigo em casa, e parece que é já amanhã...
Daqui a duas semanas faremos a festinha de aniversário do mano, 2 anos! Xi.... Parece inacreditável.
2 anos!
2 mesinhos.
O tempo voa e com dois filhos em casa, eu e a mummy já comentámos como a ampulheta parece dixar escaapr a areia ainda mais depressa. É assustador.
A mummy já só tem mais 3 meses contigo em casa, e parece que é já amanhã...
Daqui a duas semanas faremos a festinha de aniversário do mano, 2 anos! Xi.... Parece inacreditável.
2 anos!
18 março 2009
Como seres o mais pequeno não significa nada
Pois é, filhão,
há fenómenos muito engraçados e surpresas muito curiosas na vida.
Quem diria!?
Na tua turma és provavelmente o rapaz mais franzino. E apenas suplantado por uma rapariga que é igualmente de fisionomia pequena. Vai daí, este e aquele miúdo volta e meia atiram-te uma ofensa física, ao que tu não gostas e te retrais e foges, assustado.
Contudo, desde há duas semanas para cá, um estranho acontecimento tem-te feito subir na consideração dos demais, ao ponto de os mesmos te recearem e estarem, até já, intimidados por ti.
Passo a resumir:
como actualmente vocês estão na fase das birras e teimosias, fazem o que vos dá na real gana, e por vezes batem uns aos outros ou mordem-se ou atiram coisa pior. Claro está que consequentemente segue-se o castigo, que passa numa grande parte das vezes por ficarem sozinhos, sentados à mesa sem nada para fazer durante uns minutos.
Só a própria palavra castigo, para alguns, é razão suficiente para choro de baba e ranho. Mas não tu. Lá na escola, como em casa, encaras o castigo de forma neutral. Sentas-te. E aguardas. Sem pressas. Sem stress. Impávido. Sereno até. E quando te dizem "terminou o castigo" regressas à normalidade da brincadeira como se nada fosse.
Mas a verdade é que tamanha sobranceria perante tal castigo tem feito os restantes meninos olharem-te com outros olhos. E a mim tem dado muito que pensar. Ou terei criado um criminoso sem receio da lei, ou há aqui uma lição bem mais zen sobre a qual devo reflectir...
há fenómenos muito engraçados e surpresas muito curiosas na vida.
Quem diria!?
Na tua turma és provavelmente o rapaz mais franzino. E apenas suplantado por uma rapariga que é igualmente de fisionomia pequena. Vai daí, este e aquele miúdo volta e meia atiram-te uma ofensa física, ao que tu não gostas e te retrais e foges, assustado.
Contudo, desde há duas semanas para cá, um estranho acontecimento tem-te feito subir na consideração dos demais, ao ponto de os mesmos te recearem e estarem, até já, intimidados por ti.
Passo a resumir:
como actualmente vocês estão na fase das birras e teimosias, fazem o que vos dá na real gana, e por vezes batem uns aos outros ou mordem-se ou atiram coisa pior. Claro está que consequentemente segue-se o castigo, que passa numa grande parte das vezes por ficarem sozinhos, sentados à mesa sem nada para fazer durante uns minutos.
Só a própria palavra castigo, para alguns, é razão suficiente para choro de baba e ranho. Mas não tu. Lá na escola, como em casa, encaras o castigo de forma neutral. Sentas-te. E aguardas. Sem pressas. Sem stress. Impávido. Sereno até. E quando te dizem "terminou o castigo" regressas à normalidade da brincadeira como se nada fosse.
Mas a verdade é que tamanha sobranceria perante tal castigo tem feito os restantes meninos olharem-te com outros olhos. E a mim tem dado muito que pensar. Ou terei criado um criminoso sem receio da lei, ou há aqui uma lição bem mais zen sobre a qual devo reflectir...
17 março 2009
08 março 2009
Chocolate
É oficial,
depois de semanas sem te conseguirmos convencer a provar o fruto proibido, eis que uma desconhecida resolve partilhar contigo uma pepita de chocolate, ao que tu aderes e não largas.
Este fim-de-semana ele foi Nestum de chocolate, ele foi bolo de chocolate com iogurte e até umas bolachitas aqui e acolá.
Será que é desta que sais do percentil zero?
depois de semanas sem te conseguirmos convencer a provar o fruto proibido, eis que uma desconhecida resolve partilhar contigo uma pepita de chocolate, ao que tu aderes e não largas.
Este fim-de-semana ele foi Nestum de chocolate, ele foi bolo de chocolate com iogurte e até umas bolachitas aqui e acolá.
Será que é desta que sais do percentil zero?
Piscina
Ena, filhão!
Este fim-de-semana, a convite do padrinho, lá fomos acompanhar a prima à piscina.
fizeste um berreiro desmesurado. Claro, logo tu, que seja para experimentar o que for, sempre refilas e choras.
Tirar a fralda em público tornou-se o primeiro e pior tormento. Mas depois lá nos conseguimos pirar dali para fora. Nem estranhaste a touca. Simplesmente não achaste piada foi a estares sem meia e sem roupa no corpo.
Na berma junto à piscina, toda a agitação deixaram-te meio atarantado e sem reagir, mas claro que quando percebeste que o objectivo era mesmo entrar, bem....
Felizmente que a curiosidade te ultrapassa os medos. Bem agarrado a ti, fui-te mostrando o que havia em volta, e de pés fincados nas minhas pernas, dentro de água, dali a minutos o que não querias mesmo era sair. Pior foi depois o banho de chuveiro, mas tão distraído estiveste a ver todos os meninos e meninas a secar os cabelos e a vestirem-se, que logo ultrapassaste tudo
E depois disso, a brincadeira na sala do padrinho, até às tantas, como sempre gostas.
Em suma, um dia em grande!
=D
Este fim-de-semana, a convite do padrinho, lá fomos acompanhar a prima à piscina.
fizeste um berreiro desmesurado. Claro, logo tu, que seja para experimentar o que for, sempre refilas e choras.
Tirar a fralda em público tornou-se o primeiro e pior tormento. Mas depois lá nos conseguimos pirar dali para fora. Nem estranhaste a touca. Simplesmente não achaste piada foi a estares sem meia e sem roupa no corpo.
Na berma junto à piscina, toda a agitação deixaram-te meio atarantado e sem reagir, mas claro que quando percebeste que o objectivo era mesmo entrar, bem....
Felizmente que a curiosidade te ultrapassa os medos. Bem agarrado a ti, fui-te mostrando o que havia em volta, e de pés fincados nas minhas pernas, dentro de água, dali a minutos o que não querias mesmo era sair. Pior foi depois o banho de chuveiro, mas tão distraído estiveste a ver todos os meninos e meninas a secar os cabelos e a vestirem-se, que logo ultrapassaste tudo
E depois disso, a brincadeira na sala do padrinho, até às tantas, como sempre gostas.
Em suma, um dia em grande!
=D
Sempre a mesma coisa...
Talvez seja porque sais a mim, filhota, ou a mim e ao teu irmão.
Uma leve constipação poderia não ser nada, mas para nós o pior vem mesmo depois, quando os espirros passam mas permanece aquele congestionamento nasal aflitivo, sobretudo para vocês, tão pequeninos, sobretudo tu, filha, tão ainda sem perceber como tal te apareceu e porque te custa tanto respirar pela manhã.
Por vezes dá vontade de te lançar uma linha e repuxar toda essa lixeira presa no nariz; deixar-te aliviada, sem tosse, para que possas respirar de novo livre e suavemente e dormir descansada.
Bolas... que frustração.
Uma leve constipação poderia não ser nada, mas para nós o pior vem mesmo depois, quando os espirros passam mas permanece aquele congestionamento nasal aflitivo, sobretudo para vocês, tão pequeninos, sobretudo tu, filha, tão ainda sem perceber como tal te apareceu e porque te custa tanto respirar pela manhã.
Por vezes dá vontade de te lançar uma linha e repuxar toda essa lixeira presa no nariz; deixar-te aliviada, sem tosse, para que possas respirar de novo livre e suavemente e dormir descansada.
Bolas... que frustração.
03 março 2009
...e pimba!!!!!!!!
Ora pois claro,
lá tinham de começar as avarias, não é, senhor Martim!?
Este fim-de-semana, depois de uma manhã tranquila, eis que o pappy se debruça para fazer o almoço. E claro, agora a mummy distrai-se mais com a mana e tu ficas uns milésimos de segundo mais à vontade para... fazer asneiras!
Mão esticada de rompante à porta do forno aberta, enquanto o pai tirava a fritadeira; e nisto tu aproveitas logo para agarrar também a terrina com óleo...
Conclusões:
1.
para 2 anitos, já tens força suficiente para segurar uma terrina de óleo de fritura
2.
apesar de já conseguires segurar, ainda te falta dominar o equilíbrio quando pegas nalguma coisa com uma só mão
3.
tirar 1 litro de óleo do chão não é pêra doce
lá tinham de começar as avarias, não é, senhor Martim!?
Este fim-de-semana, depois de uma manhã tranquila, eis que o pappy se debruça para fazer o almoço. E claro, agora a mummy distrai-se mais com a mana e tu ficas uns milésimos de segundo mais à vontade para... fazer asneiras!
Mão esticada de rompante à porta do forno aberta, enquanto o pai tirava a fritadeira; e nisto tu aproveitas logo para agarrar também a terrina com óleo...
Conclusões:
1.
para 2 anitos, já tens força suficiente para segurar uma terrina de óleo de fritura
2.
apesar de já conseguires segurar, ainda te falta dominar o equilíbrio quando pegas nalguma coisa com uma só mão
3.
tirar 1 litro de óleo do chão não é pêra doce
1,2,3,4,5,6,7,8,9,10!!!
Eia, filhão!
e não é que já contas até 10!?
Bolas!
Verdade seja dita, eu cá acho que é só imitação, ainda não percebes bem que cantilena é essa que memorizaste, mas não deixa de ser curioso ouvir-te a dizer os números seguidinhos e muito compenetradamente.
=)
A mana, essa, vai crescendo e a comer muito, ao contrário de ti, que nunca tens fome, mesmo depois de sair de uma virose. Claro, crescer e engordar - nada!
O olhito da mana lá vai ganhando e perdendo aquela remelita, uns dias melhor, outros pior, mas a pomada sempre alivia.
E nisto, entrámos em Março.
Caminhas para 2 anos.
Estás a arrancar com as malandrices e a começar a torrar a paciência dos pais, o que é um misto de desafio, dor de cabeça e absoluta maravilha.
Espero é que a mana daqui a 2 anitos seja mais branda... =S
e não é que já contas até 10!?
Bolas!
Verdade seja dita, eu cá acho que é só imitação, ainda não percebes bem que cantilena é essa que memorizaste, mas não deixa de ser curioso ouvir-te a dizer os números seguidinhos e muito compenetradamente.
=)
A mana, essa, vai crescendo e a comer muito, ao contrário de ti, que nunca tens fome, mesmo depois de sair de uma virose. Claro, crescer e engordar - nada!
O olhito da mana lá vai ganhando e perdendo aquela remelita, uns dias melhor, outros pior, mas a pomada sempre alivia.
E nisto, entrámos em Março.
Caminhas para 2 anos.
Estás a arrancar com as malandrices e a começar a torrar a paciência dos pais, o que é um misto de desafio, dor de cabeça e absoluta maravilha.
Espero é que a mana daqui a 2 anitos seja mais branda... =S
24 fevereiro 2009
Os Sonos
Pois é, princesa,
hoje até foi um dia atípico.
Tens sido muito, muito diferente do mano. Na comida e nos sonos. Melhor no primeiro caso, mas pior no segundo.
Contudo, hoje até passaste um dia extremamente tranquilo. A dormir e sem grandes birras. Vamos a ver a noite, sempre intercalada de 2h30 em 2h30 para o habitual e calmo snack.
Estás, hoje, com um mês! =)
E já viras muito bem a cabeça. Estás muito atenta a tudo. Fixas bem o olhar no que te chama a atenção. Demoras-te quando reconheces as vozes. Gostas de por vezes estar mais direita. E sobretudo de manhã não dispensas a conversa com a avó, que te fala em gracinhas e sorrisos.
Tem sido um mês bem mais cansativo que no caso do mano, sobretudo no que toca aos sonos. Mas tem sido um mês muito preenchido, bem preenchido.
Adoras água. Refilas quando achas que tens razão, e não há como acalmar-te senão dando-te o que pedes.
Em suma, como toda a gente diz: apregoa-se que daí virá uma personalidade bem vincada.
hoje até foi um dia atípico.
Tens sido muito, muito diferente do mano. Na comida e nos sonos. Melhor no primeiro caso, mas pior no segundo.
Contudo, hoje até passaste um dia extremamente tranquilo. A dormir e sem grandes birras. Vamos a ver a noite, sempre intercalada de 2h30 em 2h30 para o habitual e calmo snack.
Estás, hoje, com um mês! =)
E já viras muito bem a cabeça. Estás muito atenta a tudo. Fixas bem o olhar no que te chama a atenção. Demoras-te quando reconheces as vozes. Gostas de por vezes estar mais direita. E sobretudo de manhã não dispensas a conversa com a avó, que te fala em gracinhas e sorrisos.
Tem sido um mês bem mais cansativo que no caso do mano, sobretudo no que toca aos sonos. Mas tem sido um mês muito preenchido, bem preenchido.
Adoras água. Refilas quando achas que tens razão, e não há como acalmar-te senão dando-te o que pedes.
Em suma, como toda a gente diz: apregoa-se que daí virá uma personalidade bem vincada.
20 fevereiro 2009
Febres e Viroses
Já cá faltavam...
Ainda só vais com 22 meses e apenas 10 quilos.
Mas claro, como se não bastasse, lá tinha de vir a virose da época para deixarmos o fato de carnaval comprado na gaveta e, pior, ficares 2 dias sem comeres grande coisa mais que uns nicos de sopa e fruta. E água, muita água.
A mana lá se tem conseguido safar. Será que escapa?
Eu, a mummy e a avó é que não temos escapado a umas quantas horas de sono em branco. Mas tem que ser. Precisas de nós. E a aventura da paternidade é isto mesmo, como no casamento, no amor e na tristeza, na saúde e na doença, ... Mas claro que os teus sorrisos de hoje e os clamores a pedir enésimas vezes para ver o NEMO já nos deixaram mais contentes.
Esperemos que as visitas de amanhã te deixem ainda mais animado.
E quem sabe, não vem lá mais um popó ou uma motita vermelha, como tanto pedes.
;)
Ainda só vais com 22 meses e apenas 10 quilos.
Mas claro, como se não bastasse, lá tinha de vir a virose da época para deixarmos o fato de carnaval comprado na gaveta e, pior, ficares 2 dias sem comeres grande coisa mais que uns nicos de sopa e fruta. E água, muita água.
A mana lá se tem conseguido safar. Será que escapa?
Eu, a mummy e a avó é que não temos escapado a umas quantas horas de sono em branco. Mas tem que ser. Precisas de nós. E a aventura da paternidade é isto mesmo, como no casamento, no amor e na tristeza, na saúde e na doença, ... Mas claro que os teus sorrisos de hoje e os clamores a pedir enésimas vezes para ver o NEMO já nos deixaram mais contentes.
Esperemos que as visitas de amanhã te deixem ainda mais animado.
E quem sabe, não vem lá mais um popó ou uma motita vermelha, como tanto pedes.
;)
Subscrever:
Mensagens (Atom)