29 maio 2008

Dentes

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Os dentes vão-se somando, filhão.
Os dois de cima foram os primeiros, quais sacholas.
Seguiram-se os de baixo e, a julgar pela pele cozida em volta dos lábios, vermelha e Cheia de borbulhinhas, creio que vêm mais a caminho.
O Halibut estava a melhorar qualquer coisa, mas essa saliva ácida estava dia a dia a ganhar espaço.
Felizmente que na escolinha o creme de lá é bem mais eficaz (Cica-qualquer-coisa).
Deram-nos um pedacinho num boião, que trouxémos para casa, e as melhoras já estão à vista!

Falar a língua dos animais

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Olá filhão,
pois é,
desde há quinze dias para cá:

Como faz o papagaio da vizinha?
(tu) - Há! há! há!

Como faz o cão?
- ûm, ûm, ûm

Como faz o leão?
- Hááááááááá!

Como faz o gato?
- meeeee...

Como faz a vaquinha?
- muuuu.

E hoje foi assim:

Como faz o pato?
- Quá, Quá, Quá!

=D
Mais um animal para a conta!
Para 14 meses, nada mau, já saber falar a linguagem dos animais, hein!?

19 maio 2008

Mais tempo, mais tempo, mais tempo

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...o meu reino por mais tempo para estar contigo!

18 maio 2008

Aos Avós

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Olá filhão,

infelizmente nunca foi possível conheceres o teu avô materno. Faleceu já há alguns anos. Não muitos. Mas tudo o que te podemos mostrar e passar do teu avô Amaral será sempre uma infinitésima parte minúscula do que poderias descobrir se ele estivesse connosco.

E digo-te isto de coração sentido, porque olhando para trás, nestes 14 meses de vida cheia que tens tido, foram os teus avós quem têm sido mais próximos, afectuosos e extremamente protectores quanto à tua saúde, felicidade e futuro.

Não podemos queixar-nos de absolutamente nada. Tens, de facto, uns avós absolutamente maravilhosos. E também eu e a mummy só temos a agradecer a ajuda e apoio que nos foram dando sempre. Tirando essa mão enorme deles, teria tudo sido terrivelmente difícil e, nalguns casos mesmo, creio até insuportável, tais foram algumas duras provas que tiveste de enfrentar.

Seja como for, em muito temos a agradecer, em especial, à tua avó materna. Sem o teu avô, tens sido tu uma enorme companhia para ela, e estando ao seu cuidado e apesar das dificuldades que ela tem, foi sempre capaz de te dar o melhor. E por melhor repara que digo mesmo o melhor. Toda essa vida incrivelmente inspiradora e enérgica que tens, sem qualquer dúvida que muito se deve a ti e aos teus avós, muito particularmente à tua avó Milu.

Em todas as tardes que passou contigo, nunca uma única vez se queixou e nem uma única vez caiu na tentação de ter entreter mais facilmente obrigando-te a dormir ou ligando-te a televisão. Dormir e ver televisão são, aliás, para ti, duas coisas sem as quais passas facilmente.

Adoras brincar, mexer-te, correr, gatinhar, atirar os balões ao ar, correr com os carros e, claro, sempre connosco por perto, sempre atirando-te a nós, interagindo imenso e começando desde muito cedo com um raciocínio lógico absolutamente espantoso e surpreedente. Falar, cantar, dançar, são para ti actos de explosão e de expressão naturalíssimos. E creio que em muito deves estar, tal como eu estou, agradecido à tua avó.

Aos avós, a todos mas sobretudo aos teus, só espero que estejam connosco muito e muitos anos mais, porque é de todo uma infância muito mais rica e cheia que terás quanto mais tempo passares com eles, os ouvires, conheceres, descobrires.

Aproveita!
Ao máximo.

09 maio 2008

Meu Deus!, como isto agora está a andar tão rápido!!!

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Xi, filhão!!!
=0

Como é que hei-de dizer... tudo agora está a evoluir tão rapidamente!

O gatinhar assumiu variantes estranhíssimas, contigo a querer já pores-te de pé. Tentas empoleirar-te sobre os puffs e cadeiras e até já tentaste subir os degraus do escadote. =0

Os vocábulos aumentam de dia para dia, e sobretudo tornam-se mais claros e ditos de forma mais expressiva.

Os dois dentes de cima, duas valentes enxadas, já se vêem à distância. Os dois de baixo já espreitam; um quinto começa também a querer romper.

O que nós fazemos, tu já imitas na perfeição instantaneamente, sem vacilar; enviar beijinhos, bater palminhas, acenar xau-xau, tapar os frascos, beber água com as próprias mãos, encaixar peças, pôr a mão sobre a nossa para passar a fruta e a sopa com a varinha mágica, ligar e desligar os interruptores, etc.

Mais do que as naturais conquistas, é avassaladora a velocidade com que agora, todos os dias, mostras uma nova descoberta, um gesto que antes não conseguias e agora repetes até à exaustão.

E a prova desse maior à-vontade com o mundo está também na intolerância. Dependes cada vez mais da exploração. Um dia fechado em casa é já uma árdua tarefa. O simples aproximar da porta ao final da tarde desperta-te berrinhos e gemidos de ansiedade, e quando te ponho o casaco e te levo a ver as prateleiras do supermercado, a rua e os cães que os outros passeiam, essa meia-hora ao final do dia a viver mais do mundo é, de repente, para ti, como o maior espectáculo pirotécnico do planeta para os nossos olhos de adultos.

06 maio 2008

Fernicoques!

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Olá filhão,

serve este post para te dizer apenas que o paizão é um foleiro tímido e todo embevecido e derretido e apaixonado por ti. Então não é que hoje, ao chegar a casa, vejo a tua mummy à janela a dizer-me que tinhas descido no elevador com a avó para me vires receber à porta do prédio? E eis senão quando, a meio caminho, dou por mim todo nervoso, com borboletas na barriga e a ajeitar a camisa e o cabelo tal qual como fazia a dois passos de me ir encontrar com a tua mãe quando namorávamos!

É extremamente engraçado! Mas calculo que venha também a ser extremamente embaraçoso, daqui a uns anos, recordar isto!

Não deixa de ser curiosa esta reacção de antecipação em êxtase do nosso corpo, qual miúdo apaixonado, felizes nós também, pais babados, da mesma forma. Feliz e inebriada ainda mais a alma, com essa antevisão da tua recepção calorosa ali a dois passos, junto à porta, a vir-me receber de braços abertos e com o sorriso mais terno e luminoso do universo inteiro!

Ah, a felicidade!...
E ainda para mais hoje, um dia tão complicado.

04 maio 2008

Quase a terminar

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Já te levantas bem, já tentas estar mais à vontade e dominar melhor o equilíbrio do teu corpo.
As associações de ideias somam-se a uma rapidez assustadora. Ligas extremamente bem os símbolos e conceitos, e a memória parece estar de excelente de saúde, porque ao fim de 3 semanas sem veres a tua avó, quando a reencontraste foi um sorriso de orelha-a-orelha e uma satisfação enorme.

E agora que a tua avó chegou, o tempo poderá esticar mais um bocadinho, com a mummy e aqui o paizão a poderem brincar mais contigo e a termos também alguns minutos extra para ambos. A mummy anda muito cansada, menos tolerante e por vezes mais chatita, porque de facto não é fácil esta fase, em que ainda andas a 1000 à hora e tens estas noites tão, tão difíceis e que ainda nos desgastam mais do que já estávamos, ao fim do dia.

Mas esta fase está quase a terminar...

Penso nos próximos meses, que nos restam. Passarás a somar mais alguns vocábulos e mais uma vez, mais um bocadinho, deixarás de ser inteiramente nosso e a pertencer cada vez mais ao mundo, a explorar mais o planeta, as pessoas e a viver cada vez mais livremente.

Aos olhos de qualquer estranho ou extra-terrestre, isto parecerá ridículo. Mas para qualquer pai não é. Qualquer pai e mãe sabe como a mais pequenina migalha de ti que deixa de estar ao nosso cuidado, que ganha maior independência e passa a conseguir prescindir de nós, é uma migalha que gigantemente nos assola e devora de pavor.

Ninguém quer deixar de ser pai e mãe inteiramente, mas a cada mês que passa é isso que eu vejo, que cada vez que te ensinamos mais do mundo e da vida, tu cresces e ganhas mais autonomia, segurança e liberdade. E essa lição só pode servir para duas coisas: manter esse bom caminho e aproveitar ainda mais e mais e mais os momentos do presente.

Dentinhos

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...e já lá vão 3!
Os dois de cima, grandões, já espreitam cá fora.
E em baixo há um alvadão que já te provocou uma pequena constipação com uma laringite à mistura, isto já para não falar nas noites mal, mal, mal dormidas, a teres de migrar para a acama dos pais pelas 2 da manhã.

A par disso, é um calor imenso que te assola e te piora a tosse, passando a vida a suar.

28 abril 2008

Dormir!? Dormir para quê!?

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É possível adormecer às 10h da noite e contudo passar a noite inteira a acordar e a dormir pessimamente mal e de manhã e ao almoço e à tarde conseguir resistir e ainda assim não dormir nem um único minuto e estar de bem com a vida e sem sono até às tantas da noite sempre a brincar, isto com apenas 13 meses!?







R: sim, é possível.



(s-u-s-p-i-r-o)

Os Teus Melhores Amigos

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São sem dúvida os carros, os popós!
E então este, vermelho, estrela de filme e tudo, o qual já tens três exemplares diferentes, tem sido um sonho! Adora-lo, leva-lo para todos os cantos da casa, ris-te de cada vez que o reencontras e julgavas esquecido, atira-lo para debaixo dos móveis e ali ficas horas e horas à espera que nós o vamos buscar, fá-lo deslizar pelo chão e acompanhas com um sonoro e ao mesmo tempo tímido "brrrruuuummm".

19 abril 2008

Chicco - 20% Desconto - Almada Fórum

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20% Desconto
Só este fim-de-semana.
Almada Fórum.
Em todos os produtos na loja.

;)

16 abril 2008

Porquê?

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Porque é que com o raio da chuva e desta humidade parva vêm imediata e fulminantemente logo as complicações respiratórias!? Porquê!? Porque é que todos os miúdos ficam fanhosos e repletos de expectoração e dormem pessimamente, passando a vida a tossir!? Porque é que não podem estas maleitas atingir-nos apenas a nós e deixarem-nos a eles dormir sossegadamente, repousando de metas e desafios que durante o dia os fascinaram e deixaram exaustos!?

Porquê!?!?!

10 abril 2008

Novas aventuras e novos mundos!

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Têm sido dias cheios de novas descobertas, filhão!

Balões:
Adora-los!!! e mais: eu que até tinha algum receio pelo facto de um dia um balão rebentar e puderes ficar assustado para todo o sempre, eis senão quando rebentas um entre as mãos e... desatas-te a rir!!! E nisto, agora, sempre que vês um balão só queres ir lá apertá-lo e espremê-lo e fazer tudo para o rebentar.

Molas da roupa:
as tuas melhores amigas; metes na boca e esfregas as gengivas com os dentitos a romper; atiras ao chão; brincas com elas;

Correr:
pego-te pelas mãos e ajudo-te a andar pela casa mais depressa; ficas doido de prazer; velocidade é contigo - definitivamente!

Carrinhos:
desde os carros na rua, aos autocarros, aos carrinhos aqui do pai foleirão e já velhos, passando pelo carro (carro mesmo!) e chegando até ao teu mais que utilizado carrinho réplica do filme "Cars", da Pixar, que tem corda nas rodas e ainda hoje resistem (belo McDonalds!!!), tudo o que envolva as 4 rodas te chama a atenção e te consegue captar os guinchos mais contentes do mundo.

Sentares-te; Levantares-te:
seguras-te pelas mãos no sofá ou no pufe, e eis que te levantas, para gáudio teu; mas depois deixas-te cair de rabo, para novo gáudio teu; não sabemos como, mas a verdade é que adoras isto!

Pocoyo e Noddy:
os teus melhores amigos; vê-los deixa-te sempre bem disposto.

=)

08 abril 2008

Bolinho de 1.º Aniversário

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Que bom, filhão,
pelos vistos o teu bolinho de primeiro aniversário fez mesmo sucesso.
Para as mamãs e papás babados que queiram saber onde se esconde o talento, ele dá pelo nome de Bolos da Célia, e podem ver este modelito, bem como outros igualmente muito tentadores, aqui:
http://amagiadoacucar-primeiroaniversario.blogspot.com/ »

06 abril 2008

Bolo de Aniversário

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E eis para mais tarde recordar as fotos do teu primeiro bolo de aniversário,
um tremendamente fantástico bolo de aniversário !!!

=D

BSE - carne de vaca

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Fomos também alertados pelo pediatra a deixar a carne de vaca.
Pelo menos para os próximos tempos.
Apenas se for de um talho de extrema confiança.
Por enquanto, preferir carnes magras, de aves.

Razão?

BSE
Ainda nada está claramente provado e muito menos o perigo afastado.

=S

Leites. 12 meses em diante

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E como a intolerância à lactose parece já ter passado, o pediatra deu a luz verde para introdução do leite de vaca. Vigor. Do dia. Gordo.

Não conseguimos o Vigor, e portanto veio Mimosa.
À noite, com papa, mandaste-nos passear.
Mas à tarde, fresquinho e bebido pela colher, bebeste 20 ml pela primeira vez como se fosse um doce manjar.
Sais ao pai.
Nada de leite simples e quente. Fresquinho é que é bom, não é filhão!?

Os leites com sacarose foram todos eles desaconselhados pelo pediatra. Não por serem maus, mas por poderem induzir a maus vícios do palato, o que potenciaria mais tarde auma preferência por sabores sempre adocicados e, um dia não havendo leites desses, seria o bom e o bonito.

Vamos continuar com a introdução do leitinho Vigor ou Mimosa, até percebermos como gostas dele, e daqui a uns tempos passamos a introduzir então o Häagen-Dasz. Ooops!!!, digo o Matinal, o Matinal! Era o que eu queria dizer!

04 abril 2008

E aí vem o primeiro dente!

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E como tu não podias deixar de ser diferente até nisto, eis que aí vem o primeiro dente... de cima!

Pois é,
nada de ficar a mostrar os pequeninos incisivos de baixo.
Tinhas que inventar uma jogada qualquer diferente.
Agora o cenário que se afigura para daqui a um mês é, portanto, o de aspecto de coelhinho.
Mas conhecendo-te como conheço, será certamente coelhinho reguila.
Muito reguila!!!
=)

31 março 2008

Primeiro Sono de 1 Aninho

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Bom-dia, filhão!
Ó pra ti a dormir de manhãzinha, exausto, depois do teu primeiro aniversário!
=D



30 março 2008

PARABÉÉÉÉÉÉNS!!!!!!

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1 ano.
Pôxa, filho...
1 ano!

E como tanta coisa mudou em 1 ano! Como tanto do mundo eu redescobri. Como eu pensava que sabia de tanta coisa, e afinal de tanta coisa eu sabia tão pouco. Como tu nasceste. Como tu cresceste...
Caramba, como tu cresceste!

Num ano a Terra rodopiou sobre si mesma e deu mais uma volta em torno do Sol.
Tu não viste. Nem eu, que as horas voaram e quando eu e a mummy olhámos de novo o relógio -- puf! -- tinham passado 365 dias! Xiii... Foi ontem que estávamos tão ansiosos por te ver, por te descobrir carne na carne, pele com pele, os olhos nos olhos. Passou tudo tão depressa. Mas ao mesmo tempo, nunca um ano foi tão imensamente, tremendamente e opulentamente rico, farto, cheio, intenso, único, especial, mágico!

Desde o ano em que pelo destino reencontrei a tua mãe que não vivia dias tão preenchidos, tão repletos de sustos e surpresas, repletos de sonhos e receios, dias queridamente desejados para viver juntos.

Foram estes os dias meigamente passados na serena tranquilidade das coisas simples, dessas que fomos fazendo aqui em casa, na rua, junto de amigos, dos avós, tios, padrinhos... Coisas tão normais e banais e que eu tenho a certeza daqui a alguns anos olharei para trás com a maior saudade, tendo a absoluta certeza de que foi neste ano que, uma vez mais, experenciei a felicidade, lhe toquei não ao de leve mas fundo no quente da carne das mãos, apertando-as às minhas com a força de mil explosões de estrelas do universo.

Creio que quando se é mãe, e se é pai, aí verdadeiramente nos sentimos vivos; talvez até pela constante eminência da tragédia a cada esquina como também pelo limiar da doçura da felicidade que nos transborda. Cada experiência nova que vivemos com os nossos filhos deixa-nos êxtasiados. E cada nova etapa é iniciada com tanto de receio como de ansiedade.

Tal como já te escrevi, filhão, ser pai é reaprender a ser. Ser. Ser assim mesmo, do verbo "Ser". Ser-se. A si, a ti, aos outros. Damos por nós a viver de uma forma que aparentemente em nada é diferente. Mas vamos notando diferenças. Aqui e ali. Achamos que mudámos, mas não assim tanto. E de repente, passados estes 12 meses, olhamos para trás e damo-nos conta de que sim, mudámos, e como! Somos diferentes. Não foi o rio que passou por nós. Fomos nós que num ano inteiro deslizámos muito mais depressa que a corrente e descemos o vale até muito mais longe do que alguma vez fôramos.

Mudámos.
Oh, se mudámos!
Uns de nós mais pacientes aqui, outros menos tolerantes ali.
Mas todos, para um lado ou outro, mudámos.

Poderíamos, e certamente teríamos, mudado de qualquer forma. Mas não assim, não desta forma, DESTA forma que só os pais se dão conta quando recuam um passo atrás e, em pleno aniversário, olham o seu filho em plena alegria a celebrar o seu primeiro aniversário e notam, com a luz do dia mais claro, que a Vida irradia muito mais sentido quando se está assim, em pleno risco, em pleno abismo, em plena construção, em plena reconstrução, nesse dá-e-recebe de quem quase tudo depende de nós, nesse observa-e-ajuda de quem nos é tudo.

É precisamente esse valor incalculável dos nossos filhos, de ti, filhão, que é tão difícil alhear. É tomarmos consciência de que, por mais que queiramos, chegará o dia em que deixarás de ser 'nosso'. Aliás, é precisamente perceber que somos nós, eu e a mummy, muito maus 'teus' do que o inverso.

Talvez este primeiro ano seja mesmo isso, essa aprendizagem de como precisas de tanto carinho e tanto mimo, e contudo nada mais é do que uma breve passagem, uma passagem de alguns anos que num sopro passará depressa e tão rápido.

O primeiro ano, entre milhares de tantas outras coisas, acho que mais do que qualquer outro (talvez até pela velocidade com que mudas e cresces e te transformas) creio que é o ano em que nos damos conta de que temos mesmo que aproveitar o Tempo, porque esse, sem sombra de qualquer dúvida, esvai-se, esfuma-se, desvanece-se.

E que ano! E que Tempo! Que momentos irrepetíveis, inigualáveis e únicos todos nós, pais, temos a fortuna de poder viver na pele e na alma e no coração neste primeiro ano, o ano de todas as descobertas.

Tuas.
Como nossas.

 

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