14 julho 2007

Papa a papa!

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Foi hoje!
A tua primeira papa!



E nem correu nada mal. Ainda nem bem 3 meses e meio e com muitas reservas da pediatra, e já comeste 9 colheres de Nutribén sem grande esforço. Muita água (graças a Deus!!!!) e quanto às colheritas do xarope de maçã reineta, também foi sempre a aviar e sempre seguido de muita água.

Igualmente, despertaste em grande para o mundo.
Estás extremamente entusiasmado com tudo, resistes ao máximo para dormir e absorves tudo o que luz, o que mexe, o que te atrai por alguma razão.

Em suma, estás a crescer, filhão!
E como!!!

13 julho 2007

60cm, 41cm, e muitos quilómetros de gargalhadas!

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Pois é filhão,
segundo a pediatra, sais à tua mãezoca e confere a teoria do pai: comes pouco, pertences ao percentil 25 e por isso as medidas recomendadas nas latas de leite são todas uma grande mentira e é só para as latas se esvaziarem mais depressa.

Estás bem, está calor e a vacina contra a meningite pode ser também responsável por uma pequena virosezita.

'So far', estás bem, e as fabulosas gargalhadas que dás no banho quando atiro a Elly ao ar e ela mergulha na água, mostram que tu és um filho maravilhosamente bem-disposto, curioso e muito cheio de manhas, pois que já sabes dar o jeito ao biberão quando decides não comer e ficar ali a fazer de chucha.

Assim, com 60cm de altura e 41cm de perímetro cefálico, estás bem e recomenda-se que faças parte da lista dos solteirões mais desejados da cidade!

=)

12 julho 2007

Comida &, Peso

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Olá filhão,
e pronto,
lá marcámos nós a tua primeira consulta fora de rotina.

A tua mãe desespera para que tu comas mais do que 100ml ou 120ml durante o dia e mais do que 140ml no biberão da noite. Tu, pelo teu lado, andas feliz da vida. quando insistimos para que comas mais, ao colo e a passear pela casa, já descobriste as manhas e já consegues simular que bebes, mas não bebes! LOL

No meio disto tudo, eu não sei se rie, se chore. acho mesmo que só vou saber hoje, na consulta, de acordo com o que virmos.

Espero que tudo isto não passe de um episódio e que seja no fundo a genética a funcionar, uma vez que a tua mummy também durante anos sempre comeu muito poucochinho e hoje é uma mulher fantástica, bonita e muito saudável.

(e rezingona comigo também; mas só às vezes, quando eu deixo as meias espalhadas pela casa; o que, se formos a ver, é perfeitamente normal! não achas!?)

08 julho 2007

Visitaaaaaaaas!!!!

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Acordaste no teu sono da tarde muito sobressaltado e assustado; comeste um bocadinho de leite, mas logo voltaste a chorar muito e a chorar como se de um susto e uma dor enormes se tratassem. Lá te conseguimos voltar a adormecer.

Uma hora depois, o padrinho P. e a tia R. vieram-te visitar. A tia R. trouxe a super-gira-mega-linda colcha que esteve a fazer exclusivamente paa ti, nestes últimos meses. Claro que ficou espantosa na tua camita (que já começaste a estrear), e a verdade é que ainda choraste mais um bocadito (tu és mesmo tímido, rapaz!), mas logo uns minutos depois de brincares com os pappys, lá saíste da toca e já estavas a brincar todo pimpolho com toda a gente.

Resultado: comeste um biberão inteiro, riste até mais não, brincaste e falaste sem te cansares e ficaste de facto muito mais bem disposto.

Como o pai foleiro e a mãezoca giraça, também tu pareces ser então hiper-social, sempre de bem com a vida desde que sempre com gente à volta, mil conversas, anedotas, histórias e muita música.

Compras

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Olá filhão!
Pois é, depois de um final de Primavera e entrada no Verão algo a medo, com muito vento, alguma fresca e chuva aqui e acolá, eis que este ano os Saldos se previam já de si bons, a ocorrerem mais cedo (15 Julho).

Mas eis senão quando, 'Hélas!', as principais marcas resolvem antecipar os Saldos para Promoções e aqui o paizão e a mãezoca correm à Girândola com tudo a 50%, e ainda à Chicco, com iguais 50%, e te compram um rol de roupa janota e catita. Eu acho que tu adoraste, pois estiveste sempre muito bem disposto (se bem que foi quando entrámos na Bershka que mais te entusiasmaste com a roupa, mas ainda assim eu acho que a música techno-house teve parte activa no sucesso da visita...).

Agora, toca a crescer, para daqui a uns mesitos vestires as farpelas novas!!!!

04 julho 2007

A Natureza é uma chatice...

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...é pelo menos o que tu pareces achar, filhão!

Sempre que te levamos a passear por um parque ou jardim, chateias-te com o sol, com o vento, com o espaço, com os tremeliques do carro, em suma: com tudo. E ficas logo contente quando voltas para o nosso jazzinho e saímos dali para fora.

Quando te passeamos pela casa, ou num qualquer shopping, deliras com tanta animação e tanta luz, e nunca dormes, pouco piscas os olhos e passas a vida a rir-te.

A nova prova deu-se hoje, quando pusemos a tocar, no teu mobile, os sons da natureza (que pouco usamos regularmente, apenas para te acalmar quando estás muito rabugento).

Resultado: adormeceste em três tempos...

...lá se vai o curso em biologia Marinha.
-.-

Meningite

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Pelo que a Pediatra explicou, pode acontecer após a vacina contra a meningite haver esta reacção, filhote. Felizmente, tu continuas muito bem disposto e com energia, a palrar muito, a dormir bem e a fazer cocózito, e sem febres. Por isso, compete-nos agora estarmos atentos hoje e amanhã, o prazo limite para esta falta de apetite te passar e a bactériazita desaparecer por completo.

Vamos a ver...

Receios

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olá filhão,

desde que este fim-de-semana fizeste três meses, tudo mudou.
Quando antes comias 180ml, passaste a comer 120, quando antes comias 150ml ou 120ml, passaste a comer 100ml. E hoje de manhã nem sequer chegaste aos 100ml...

A mummy, claro, está preocupadíssima. Quem não está.
Ficamos a pensar tudo.
Já comprámos um leite diferente, e nada.

Na próxima vez iremos tentar dar-te o leite à colher, para tentar perceber afinal se estás a ficar farto de biberão. Se nada resultar, ligamos à pediatra.

PS: não foi pelo paizão ter começado a trabalhar, pois não?

02 julho 2007

3 meses, 59 cm, 5,810kg

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Ena, ena!
Estás aqui, estás em Harvard a usar as minhas camisas!

Mais uma grande conquista!!

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Olá filhão!

Hoje é um dia para não esquecer: a tua primeira gargalhada!
Não dá para descrever.
Eu e a tua mãe, tenho toda a certeza, guardaremos para todo o sempre aquele instante mágico, terno, maravilhoso e absolutamente divino.

01 julho 2007

Uma Nova Vida É Assim...

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... o que antes se fazia numa hora, agora demora três
(sendo que um terço desse tempo é dispendido a tirar fotografias às tuas caretas)

... os espaços na cozinha, para encher com artefactos, equipamentos e preparados não chega

... toda a casa começa a sofrer de Brinquedite Aguda, esse eterno vírus que ataca todas as casas de família e que lança o caos urbanístico nas mesmas, ao ter os brinquedos todos espalhados pelos mais ínfimos recantos
(de realçar, também, que este vírus agrada à maioria das famílias, pela cor que confere, pelo cheiro a família e pela alegria que dá, por vezes, pisar um boneco a meio da noite e com a chiadeira darmos um salto de pânico, julgando estarmos a ser invadidos por alienígenas com cornetas assassinas)

... sair de casa a horas certas é quase um mito, só miraculosamente cumprido esta e aquela vez

Mágicas Manhãs

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...as que têm sido durante as últimas três semanas de férias.
Acordar-te e ver-te durante 5 a 10 minutos a espreguiçar na cama, rebolando e esfregando-te todo, esticando braços e pernas e rindo muito às nossas caretas. Depois pegando-te ao colo e levando-te a passear pela casa, para veres e dizeres se está tudo em ordem; afinal, aqui o grande imperador és tu!

De seguida, enquanto a mummy descansa merecidamente mais um poucochinho, ficamos a brincar na cadeirinha, na sala; faço perfilar pelos teus olhos imensos e pela tua ávida curiosidade os dois porquinhos e a girafa da imaginarium, a outra girafa da chicco e, o que também adoras, as tuas meias, que tiro dos pés e começo a afzer teatro com elas.

Depois rabujas enquanto o pai e a mummy tomam o pequeno-almoço e só descansas quando saltas para o colo da mãe e, ao nível da mesa, ficas a ver e a esticar-te todo para o imenso manancial de tralha por ali espalhada.

A isto sim, eu chamo mágicas manhãs, qual hotel Savoy, qual mordomias na praia, qual quê!!!

30 junho 2007

Mesiversário

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Parabéns, filhão!
3 meses!!!
3 meses em que tens sido, acima de tudo, absolutamente maravilhoso.
Estás a crescer de dia para dia, e é uma dádiva poder ver-te, acompanhar-te e beber dessa tua VIDA a pulsar a cada segundo. Comovo-me a ver-te entretido com o polegar e o indicador, a olhar as meias nos pés, a ver o macaquito laranja da playskool como se do melhor amigo do mundo se tratasse, simplesmente a olhar-me e a olhar a mummy a cirandarmos pela cozinha.

Estiveste todo o dia muito bem disposto. Brincámos imenso e passeámos à tarde às compras. Viveste tanto e divertiste-te tanto que ao fim da noite fizeste uma daquelas birras para extravasar o excesso de informação.
Não faz mal.
O pai e a mãe estarão sempre cá para te darem montes de mimos. Mas não desses montes holandeses, pequenininhos e mixurucas! Quero dizer desses do tipo Himalaias e mais além!!!

Ok!? Combinado?
Combinado!

Pê de Pai, Pê de...

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Olá filhão,
desde que a mummy me ofereceu este livro ("Pê de Pai", de Isabel Martins e Bernardo Carvalho, Edições Planeta Tangerina) muito terno e delicioso, passamos a vida a fazer "pês" disto e "pês" daquilo, acrescentando inúmeros "pês" extra aos que são inumerados no livro.

Depois dos já tradicionais pai-sofá, pai-despertador ou pai-muda-fraldas, apraz-me dizer-te que tenho sido também, e com extrema eficácia, pai-sanita. Sempre que a tarde já vai longa e tu começas a chorar porque o cocó não sai, basta sentar-te ao meu colo e em três tempos - ZásCatrapás!!!, ali logo se sente o quentinho a brotar na fralda.

Eu não me importo. A sério. Afinal, quantos mais pês, melhor!

E a seguir, 'bora fazer de pai-recreio!?

28 junho 2007

Preocupações de Pai

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Olá filhão,
no outro dia ouvi a notícia na rádio: Um homem de meia idade foi preso e interrogado por estar a aliciar jovens de 13 e 14 anos para práticas sexuais. Na mala, que a judiciária apreendeu, estavam 10.000 euros em notas e muitos nomes de escolas e de crianças em vários papéis. O homem ficou sujeito a termo de indentidade e residência.

Não sei porquê, mas ao ouvir isto fiquei com a garganta seca, sobretudo com a impressão de não estar a cumprir o meu papel de pai e a tornar-te o mundo num local mais seguro para poderes viver e desfrutar da Vida.

Aquela notícia fez-me corroer a mim de vergonha.

É minha obrigação proteger-te de tal imundície. É minha obrigação mostrar-te que aos perigos fazemos duas coisas: fugimos deles ou resolvemo-los. E estando nós a viver na nossa cidade, no nosso país, as soluções que vão sendo aplicadas fazem-me crer que parece que nos dizem que só nos resta fugir.

Acredita, devemos sempre resolver os problemas. De imediato. Rapidamente. Exemplarmente.

É uma pena que este país em que nasceste seja tantas vezes um péssimo e irresponsável pai. Em termos de justiça, não sabe educar os seus filhos. E também não admite que os seus filhos lhe chamem a atenção. Faz-me lembrar aqueles pais que perante um filho seu em pleno acto de má educação e violência sempre preferem sorrir descontraidamente e dizer que "quando ele crescer depois isto passa-lhe".

Embevecidices

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Filho,
chateias-te muito por eu me babar mais do que tu?
É que sempre que fico a falar contigo e a mimar-te, é impossível suster tanta alegria.
Desculpa, ok?

PS: não esqueças de convencer a mummy a deixar ficar o King Kong junto do candeeiro do escritório. Faz assim, quando ela te estiver a passear ao colo e passares lá perto, esticas uma mão e começas a rir muito e a dizer "uagh!", "gua", "bu", "angu" e coisas assim. Vais ver. Ela nunca mais vai ter coragem de dizer para tirar dali o nosso Kong!

Chicco Guarda e Ascolta

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Olá filhão,
depois da tia L. ter perdido a cabeça e de nos ter oferecido isto, as noites têm sido bem mais calmas.

O susto que apanhámos no Porto contigo a chorar sem te ouvirmos foi suficiente para nos fazer mexer à procura de intercomunicadores, mas graças à tia L. a revolução na pacificação do nosso nervoso miudinho acontece sempre que queremos -> basta apertar um botão e vemos-te cara a cara.

Outras dúvidas, contudo, atingem-me.

Ser pai é, afinal, pisar o risco. Despoletar o sexto sentido. Deixar a natureza seguir o seu rumo. E não apenas ter-te debaixo de olho a cada instante, qual Big Brother. Um dia, afinal, estarás na creche e não poderemos ver-te. Um dia estarás na brincadeira na rua e no café na praia com os amigos e não poderei ver-te. É talvez um mau hábito, mas creio poder ser desculpado por seres tão heróico mas ao mesmo tempo frágil, nestes primeiros meses.

Se a tecnologia nos pode ajudar, não devo ter problemas com isso, mesmo invadindo o teu espaço e cedendo à preguiça de ter de me levantar e ver-te, mas ver-te mesmo, ali perto e a sentir-te a respiração. É uma comodidade dos tempos modernos tal como os intercomunicadores-áudio foram pela primeira vez há tempos atrás. E a verdade é que é mesmo revolucionário. Não ficam dúvidas se estarás ou não estarás acordado - basta ver. Não ficam dúvidas se te caiu a chupeta ou não - basta ver. E as centenas de vezes que isto evita que eu e a mummy nos levantemos apenas para acalmar as dúvidas, vale tudo. Pena o preço exagerado e as baterias que se vão depressa.

Depois de uma semana a uso, já acho que isto devia vir com os kits que oferecem nas maternidades, juntamente com os cremes e champôs.

Espero que não te chateies com o pai e a mãe a vigiarem-te à distância. Como prenda de consolação, iremos ligar o aparelho ao vídeo e gravando pequenos pedacinhos de hoje e outros dias, para daqui a uns anos veres como és delicioso até quando dormes que nem um anjo.

27 junho 2007

De Regresso (a meio gás)

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Pois é filhão,
estamos de regresso.
À nossa casinha, à nossa Lisboa, ao sol que por quase duas semanas nos deixou.

Passeámos, estranhaste as casas dos avós, fizeste muito poucas birras e, acima de tudo, absorveste o mundo com esses dois olhos redondos e mágicos, sorrindo às traquinices de quem te procurava animar com galhofas e caretas.

Os próximos dias são, portanto, para vivermos ao máximo.
Depois o pai irá regressar ao trabalho.

Felizmente, compreendo cada vez melhor como é tão importante uma ambiente saudável no trabalho e fazer-se o que se gosta: Como pode alguém ser feliz estando longe dos seus filhos? Como suportar essa separação?

Pode, pelo menos, suportar esse afastamento das 8 da matina às 7 da noite se estiver concentrado e divertido a trabalhar. Aliás, só assim, em pleno stress, embrunhado em responsabilidades mil, em pesquisas e leituras e coisas para ontem. Só assim apaziguadas as saudades. Só assim, para depois rebentarem em explosões de alegria entrando em casa para poder vislumbrar em poucas horas o que agora ainda vou podendo contemplar minuto-a-minuto, enquanto as férias duram.

Ah, euro-milhões...

08 junho 2007

Fééééééérias!!!

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Boa, filhão!
A partir de hoje, são 24h sobre 24h!!!
Yupiiii!!!

04 junho 2007

O Dia do Ataque Vociferante das Vacinas Mázonas

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A tua mãe saiu de casa já a manhã ia longa. O sol brilhava. Nada fazia prever o que aí vinha... Tu bem soergueste a sobrancelha. Havia ali algo de estranho. Mimos a mais nunca são bom sinal - ou arrependimento por alguma falha, ou alguma tempestade que lá vem ao longe...
Ainda assim, resolveste confiar.

Chegados a alguns metros da clínica, caiste no sono. Bolas! Aquela tremideira do carro é sempre implacável. Um golpe baixo e miserável! Nenhum bebé aguenta - Ah, crueldade. Foste levado sobre rodas para a vil e agreste tortura. Mas darias o teu troco, aos infames!

Minutos depois, olhos sobre o teu ninho azul e fofo. Muitos olhos. E até aí não suspeitaste. Afinal, quando se é uma beldade, tem que se estar habituado a estas coisas. Achaste estranho que desta feita não te fizessem estar tanto tempo à espera, mas presumiste que estariam apenas a primar-te pelo teu bom nome e valor. Sabes agora que devias ter desconfiado, pois quando um ataque está bem planeado, logo dá sinais de si. Se fosse agora...

Meteram-te assim num ápice no fundo covil. Estava gélido. Disseram-te que era do Ar Condicionado, mas nada disso! Eram aqueles corações frios que nunca serão capazes de aquecer uma divisão por mais pequena que seja. Vilões! Bandidos! Bata branca vestida e sorriso falso! Ah, vilipendiaram-te! Calças fora e logo iniciaram baboseiras que não mais te enganarão. Por essa altura, já sabias que o combate estava perto. O desembainhar das espadas cintilou como mil cristais a despedaçarem-se num chão de mármore vasto e frio de um castelo vazio. O eco, fundo e infinito, fez prolongar ainda mais aquele fatal momento.

Da ponta da arma assassina jorraram então gotas de um viscoso ácido atroz. Ali estava a hora! Queriam desfazer-te em mil pedaços. A tortura! A miserável e hedionda tortura! Alguma coisa tinhas que eles queriam, mas fosse o que fosse, não trairias ninguém. Se a queriam, que lutassem, pois também tu darias o troco!

E foi então, de punhos bem fechados e ao pontapé, que a batalha começou.

Acertaram-te logo numa perna. Injustiça! Que não se pode estar de igual para igual quando alguém nos agarra! Ainda assim, ripostaste com um malévolo pum! Seguiu-se uma fralda bem cheia que logo intempestivamente empestou a sala e fez tremer as malévolas criaturas. Mas logo ripostaram. Danadas! Frias e calculistas vacinas mázonas! Voltaram-te do avesso e nada pudeste fazer senão aguentar firme uma segunda picada infame. À terceira, poderosa e insuportavelmente dolorosa, ergueste bem alto o teu grito guerreiro. Parariam pois ao teu ulular poderoso, ao rugido heróico que já tantas vezes houvera afastado tantos e tão maus vilões.

A ameaça pareceu surtir efeito.

As vis e horrendas criaturas refrearam-se. Gemidos e mimices começaram-se a fazer ouvir. Eram preces. Preces de compaixão e perdão. O arrependimento de quem agora percebia com quem se estava a meter e temia pela sua própria vida. Mas tu não cedeste, e rugiste mais alto. Logo a porta se abriu e novas vozes meigas e afáveis te vieram reconfortar. A batalha estava ganha.

Começaste então a embainhar as armas. Afinal, para quê gastar desaproveitadamente mais energias? Durante o resto do dia ainda tiveste que aturar mais mimices e oferendas estranhas (uma das quais um foguete branco que acharam só poderias aceitar no rabiosque). Duvidaste um pouco, mas o transe que se lhe seguiu acabou por revelar-se até algo calmante.

E assim, uma vez mais, provaste o teu valor e demonstraste ao mundo das malévolas criaturas vacinentas com quem se metem quando se metem contigo.

Até à próxima, vacinas malvadonas!
Novas batalhas travaremos!
Acautelai-vos!
 

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