08 maio 2007

Os primeiros sons!

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Pois é, filhão!, depois de aqui e ali já teres soltado algumas vogais, hoje, depois do jantarinho (nosso e teu), lá começaste em animoso diálogo com a mummy.

Aqui fica, para nosso gáudio e para tua futura consulta, o registo da tua já palavrosa verve poética com 1 mesito e 9 dias:
- buaah
- ue
- uwou
- uáú
- aur'
- eee
- owh

Como é que um pai, depois disto, não há-de sentir-se o homem mais feliz do mundo!?

06 maio 2007

Mummy's Day!

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Olá filhão,
hoje foi dia da mãe, e embora eu ainda não possa ter dado o presente à tua mãe (ela só pode tê-lo daqui a uns meses, depois de te amamentar), ainda assim foi muito bom teres compensado as poucas horas de sono que dás à mummy com um grande sorriso.

Também foi muito bom podermos ter as avós/mães juntas, connosco, contigo, e passearmos todos de forma tranquila e familiar.

Sabe tão bem reforçar os laços!

Sabes, acho que deveria ser lei, que pelo menos uma vez por mês, houvesse um dia em que não precisássemos trabalhar desde que esse dia fosse passado todo ele em família. Mas por outro lado, essas coisas nunca devem ser uma obrigação dedicada a um intervalo de tempo, mas diárias, hora a hora, ao minuto e ao segundo, caminhando sempre connosco.

Tal como tu, que eu sempre imagino "como estará o meu Martim agora?, estará a dormir?, a fazer aquela carita birrenta?, a sorrir?".


PS: para o ano que vem, oferecemos à mummy no Mummy's Day uma Nintendo Wii; tu dizes que era o que pensavas que ela queria e eu digo o mesmo, ok? Para ela não ficar chateada, compramos à parte uma versão do telecomando em cor-de-rosa, daquele bem fúscia. Combinado?

05 maio 2007

E assim nasceram.

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Há muitos, muitos anos atrás, quando os homens habitavam cavernas, pouco mais faziam que caçar, aquecerem-se, e jogar à canasta. Depois, por causa da TAL RAZÃO QUE EU DESCOBRI, passaram igualmente a desenhar nas paredes das cavernas (para tristeza de quem gostava muito de canasta).

Séculos depois, quando os homens passaram a ter jeito para a bricolage e a fazer as primeiras casas, deixaram a canasta e a caça, e passaram a ocupar o tempo com as necessidades da altura: limpar o pó das casas novas, pentear as cabeleiras e começar a pintar quadros por causa da TAL RAZÃO QUE EU DESCOBRI.

Hoje em dia, para além da canasta, da limpeza do pó e de muitas outras actividades, há os que, sagradamente, se dedicam à arte da pintura e da decoração de interiores.

E é assim que, hoje, quando os jovens pais como eu carregam nos braços os filhos pequenotes (como tu, filhão), agradecem aos deuses um dia terem inventado pincéis, tintas, pregos, martelos e a difícil arte d ependurar um quadro e mantê-lo direito, porque é graças a eles que pais imberbes (como eu, filhão) te podem ter ao colo e ir distraindo a ver uma cópia da Paula Rêgo, uma paisagem parisiense do século XIX, uma foto do Doisneau, frames de filmes clássicos e de programas de TV e tantas coisas mais.

E foi assim que nasceram os quadros, e os decoradores, e uma forma simpática para te poder distrair quando estás mais rezingão.

03 maio 2007

Monstros

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Olá filhão,
foi hoje,
hoje descobriste que afinal os monstros não estão debaixo da cama, nem se chamam Papão ou nomes afins. Hoje descobriste, para teu sofrimento, que os monstros malvados são mesmo os homens das obras que todo o dia irromperam num frenesim ao ponto de te trocarem sonos, encurtarem sonos, impedirem os sonos.

Malvados que são, filho! Que nem as nossas histórias e cantilenas te acalmaram por mais que meia-hora.

Gerações (II)

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Pois é filhão,
ontem viveste mais um dia espectacular.

Ok, não foi assim tão espectacular quanto poderia ter sido, caso eu te tivesse trazido comigo para o trabalho para veres as vedetas ou ires experimentar um pouco de showbizz, mas deixa lá, eu continuo a dizer-te que ser astronauta é a melhor profissão do mundo. E olha que acredito mesmo que é!

de qualquer maneira, ontem tiveste uma vez mais o privilégio de conhecer tua outra bisavó.
E acredita, é mesmo um privilégio.
Talvez comece a ser, nos dias que correm, uma situação mais frequente. Talvez seja, afinal, um dos sinais de que a esperança média de vida aumentou, porque o teu pappy e a mãezoca nunca conheceram os bisavós.

Tens já algumas fotos que poderás ver e apreciar (e reclamar, por causa de te fotografarmos sem um mínimo de maquilhagem). Por duas vezes, pelo menos duas vezes, estiveste entre quatro gerações.

UAU!
Não penses que é um facto menor. Mesmo que fosse uma situação rotineira, acredita no que te diz o paizão: todos os momentos passados entre família são para guardar. bisavós, avós, tios, primos e claro, pais. Desde que a relação seja saudável, guarda e cultiva-a. Há poucas coisas na vida tão boas como a família.

Agora, é apenas deixar o tempo correr.
Isso e lutar para que possamos todos estar juntos muito mais tempo e para que, rapidamente, possas ouvir os sábios conselhos dos avós e bisavós - mesmo por eles, pela voz deles, e não pelas memórias que nós, jovens adultos, jovens pais, vamos lembrando.

Esse é, sem dúvida, um privilégio, filhão.
Espero com toda a força que a vida te proporcione a ti e aos teus avós e bisavós essa alegria.

30 abril 2007

Parabéns a você...

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PARABÉNS, filhão!
1 mês de vida!
Ena, já quase 4 quilitos, já 52 cm, já tantos sorrisos e tropelias.
Venham mais, muitas tropelias mais!

29 abril 2007

Dilemas de um pai

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Olá filhão,
ser pai tem destas coisas. É difícil. Porque ser pai significa enfrentar situações dolorosas. Percorrer caminhos tortuosos. Desbravar soluções por entre o caos. Combater batalhas e estar sempre a postos para animar tudo e todos. Afinal, ser pai é sobretudo isso, estar atento aos mínimos detalhes que podem originar tragédias e enfrentá-los sem medo, sem dó, sem vacilar.

Fraldas!? Birras de sono!? Birras de fim de tarde? Pfff.... O que é isso? O que é isso quando nos olhamos ao espelho e pensamos: Mas afinal, estará ele a odiar todos os nomes e alcunhas que eu lhe chamo?

É que são já bastantes os 'nicknames' que uso para chamar-te, para acalmar-te, para persuadir-te a deixar de chorar ou para te incentivar a chorar ainda mais e vingares o paizão contra a vizinha de baixo e as suas faxinas às 5 da manhã.

Por vezes choras quando estás comigo. Fico pois a pensar se será por discordares de alguns destes nomes. Asim, aqui ficam eles, para ires pensando e decidires quais posso e não posso continuar a usar:

- Gui
- Lindão
- Pipoca
- Chinesinho
- Astronauta
- Calvin
- Bomboca
- Grandão
- Pimpolho
- Pirata

PS: os que achares mesmo foleiros e pindéricos, não ligues - isto de ser pai babado também tem de contar para me dares um desconto!

Gostas VS. Não Gostas

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Olá filho, aqui fica a lista do que já gostas e não gostas com 1 mesito de idade, para daqui a alguns anitos descobrires:

GOSTAS:
- de chupeta
- que falem contigo
- de comer (seja leite da mãe ou em pó - o importante é matar a fome!)
- de dormir
- de música (mas não de qualquer música)
- de muita gente em volta
- de colo
- festinhas no cabelo

NÃO GOSTAS:
- de esperar muito tempo para começar a comer
- de banho
- de mudar a fralda
- de limpar os olhos
- de beijos na cara
- de muito sol

26 abril 2007

Livros

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Olá filhão,
apenas para te dizer como adorei, ontem, ficar a ler para ti durante meia-hora, até acalmares e adormeceres profundamente.

Toca a repetir hoje!?

24 abril 2007

Problemas? Quais problemas?

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Olá filho,
sabes, penso que por vezes nós, adultos, complicamos demais as coisas. Uma delas é quando nós, adultos, assumimos o papel de pais e temos que decidir qual vai ser a paparoca. É então nessas alturas que nós, adultos, acabamos por chegar ao que julgamos ser um dilema, um problema, o caos, o fim.

Mas eu não sei qual é o problema. Aqui entre nós, soufflé de extra-terrestre com migas de asteróide e viscosidades cósmicas para salada parece-me algo que não cansa nunca. Ou então patas de morcego gratinadas com garras de dragão em sumo de lava. Ou mesmo o mais simples: mistura completa de cereais de pequeno-almoço com leite de Arguthin do Alasca. Sei lá, é um mundo infinito de possibilidades. Mas as mãezocas todas se queixam do mesmo: o que fazer para jantar sem desagradar a ninguém?

Aqui entre nós: quase sempre se acaba por cair no lombo recheado no forno, no pudim de peixe, no esparguete italiano com fiapos de salmão marinado em limão ou coisas assim. Não sei porquê. Mas já percebi que tu, tal como eu, gostas mesmo é das comidas verdadeiras!

Ah... aquele arroz de Kilin com pataniscas de piranha!

23 abril 2007

Perspectivas

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Olá filho,
pois é, hoje tive de deixar-te por umas horas. Voltei ao trabalho. E custa muito. Custa não ver-te sempre que quero e apenas sempre que posso. Custa ter que te escutar apenas pelo telefone. Custa começar a recorrer às fotos e não ao meu próprio pé caminhando até ti, vendo ali, à frente, um palmo à frente, os teus olhos, nariz, a suave respiração, os suspiros e berrinhos meigos.

De facto, sente-se mais quando nos afastamos: deixei de ser o R. e passei a ser o teu pai, o pai do Martim.

E a partir daqui, a partir de agora, estás sempre comigo.

Ah!, o tele-trabalho! Que bom seria!...

21 abril 2007

Gerações

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Olá filho,
é já amanhã. Domingo.
A tua bisavó vem com o teu tio F.
Estarão cá em casa, reunidas na mesma sala, 4 gerações. É um intervalo de vida de quase cem anos. Aliás, somados os anos de vida de cada um, são 180 anos e mais 3 semanas - as tuas. E é incrível como as tuas três semanas de vida vão encher de mais vida as três que se reunirão a admirar-te, babar-te, olhar-te, embalar-te.

Vai ser uma foto incrível!
=)

19 abril 2007

Há lá melhor!?

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- dar colo
- ajudar na muda da fralda
- mostrar as paisagens cá de casa
- embalar até dormir
- babar a ver dormir
- tirar cólicas com massagens chin-gu
- fazer caretas parvas para o ver sorrir
- tentar adivinhar o que ele quer de cada vez que geme ou chora
- repetir-lhe que a bonecada espalhada pela casa é para ele um dia tratar condignamente, e não desfacelar
- dar banho
- dar música (ainda não entrámos no rock)

Há lá melhor!?
=D

Aconchego

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Olá filhote,
tens comido muito bem! Aqui e ali trocas uma horita de sono por total descoberta do mundo que te envolve. Os teus olhos já brilham mais. E quanto às músicas que te mostrávamos quando ainda estavas na barrigucha, descobrimos ontem que a um dos álbuns não ligas patavina nenhuma - LOL.

Ao fim do dia, quando já desligamos as luzes para dormires, chega um dos momentos mais ternurentos e que, tenho a certeza, mais apaixonam todos os outros pais: o momento do aconchego da roupa de cama.

Talvez seja pela protecção que o gesto representa, talvez seja pela tua serena tranquilidade...talvez seja porque todos os momentos e gestos que nós fazemos e sabemos que te oferecem protecção e paz nos alegrem também a nós, pais.

Talvez a tua presença ali na cama, relaxado e seguro, nesse instante de paz e absoluta imperturbabilidade, nos diga a nós mesmos de uma forma indelével como estamos a cumprir bem o nosso papel, como foi mais um dia bom e como agora ali estás, a descansar, prontinho para sonhar, crescer, e recuperar energias para mais uma vez nos por à prova no dia seguinte.

17 abril 2007

LOL

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olá filhão,
o pai às vezes é um bocado apanhado da cachimóna!
uma fiel leitora aqui das conversas que vamos tendo pediu-nos licença, muito gentilmente, para linkar o nosso blog, e aqui o paizão escreveu que "claro que não".
LOLOLOL

Felizmente a tua mãe anda atenta e estranhou.
Pois aqui fica a rectificação:

Cara dia-a-dia, é claro que pode linkar!
Não liguem os fiéis e assíduos aqui às descabidas saídas que por vezes vão saindo. Sim, podem linkar. Até podem falar mal do pai. Só não podem falar mal do filho, que aí, bem... ai, ai!

Mas o filho, esse, ah!... façam fila, raparigas, façam fila!

Mike

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Olá filho,
estou muito triste.

O nosso Mike, o nosso boxer que ainda não pudeste conhecer e que está no Porto, com os avós, tem um tumor nível 1 na pele. Pelos vistos, cães de raça não são, de facto, os que vivem mais... Os teus avós estão a cuidar muito bem dele. Pensava que aquelas feridas iriam passar. Pensávamos todos que iriam passar...

Sabes, pensamos sempre que as coisas passam, que as dores se extinguem, que as feridas todas saram. Pensamos sempre que tudo vai correr bem. Contudo, nem sempre é assim. Por vezes há coisas que não correm bem. Mas na tua vida deves sempre pensar como todos nos esforçamos por pensar e agir: "vai correr bem, vai tudo correr bem". Mesmo que não saibamos nem tenhamos certezas, pelo menos a nossa atitude deve ser de coragem e força.

O Mike está doente, mas ainda vais conhecê-lo, no Verão, quando lá formos. Não vais conhecer o Mike agitado e alegre, saltitão e meigo, afável, brincalhão e afectuoso, mas vais certamente conhecer a maior qualidade dele: um grande amigo.

Temos muitas fotos. Mas nenhuma te deixará, daqui a alguns anos, sentir o pêlo dele, a respiração sempre ofegante, o peso contra o nosso corpo quando nos vem dizer "bom-dia", a língua áspera e húmida quando nos agradece um pouco de pão fresco.

A vida, esta que estás a descobrir dia a dia, também é assim, filho, feita de amigos que têm de partir, feita de coisas menos boas, de notícias menos boas. O importante é mantermo-nos de pé e aproveitarmos o melhor que a vida tem até ao limite.

Meia Fralda! Meia Fralda!!!

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Olá filho,
hoje já consegui mudar-te meia fralda!

Depois da tua mãe cumprir as duas primeiras etapas (retirada da fralda em uso e limpeza e remoção dos detritos nucleares), coube-me hoje colocar-te a nova fralda. Claro que resolveste complicar um pouco as coisas, pontapeando vezes sem fim e ainda girando as pernas como quem anda de bicicleta. Mas eu não cedi, e lá consegui ajeitar-te a dita fralda.

Segundo a tua mãe, não foi um desempenho exemplar, mas foi bom. Tive ainda a sorte de não teres 'esguichado', mas isso também seria cruel da tua parte, filhão!

Resta agora fazer uma análise dos pontos que correram menos bem, ampliar o tempo de concentração pré-muda-de-fralda, e da próxima aplicar os novos conhecimentos.

Cá para mim, mais 8 meses e estarei um 'pró'!

16 abril 2007

Genes

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Olá filho,
é bom podermos ir vendo e apercebendo das similaridades e heranças que passaram para ti. Depois de provar que o teu narizito é 'da'mãe e as mãos 'do' pai, agora vejo também a total plenitude quando, tal como eu, recebes as festinhas da mãezoca no cabelo.

É maravilhoso, não é!?
Ah... Felicidade!

Fraldas!

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apesar de ainda estar apenas (mas a cada dia que passa a ganhar coragem para avançar mais uns passos! - por favor não me censures, filho!) na fase de ajudar aqui e ali a tua mãe com as fraldas, já começo a ganhar imunidade olfactiva aos detritos sólidos, líquidos e semisólidos que vais atirando para a alegre Natureza. Felizmente, para nós papás, entre ti e a alegre Natureza existe uma coisa chamada "fralda".

E só quando se é pai, de facto, se dá valor à fralda.
Bem-haja o inventor desta maravilha!

Começo a pensar que em vez de camisas de forças e algemas, bastaria prendermos os vilões deste mundo em fraldas! Porque nada escapa de ali de dentro!

PS: olha que eu já por duas vezes estive para pedir à tua mãe para me deixar mudar-te a fralda, mas logo por azar calhou em vezes que, bem, digamos que eram vezes cujo labor necessário demandava uma perícia para a qual aqui o paizão ainda não estava minimamente preparado. Mas eu chego lá, filho! Confia em mim! Eu tenho observado atentamente a tua mãe e eu chego lá.

15 abril 2007

Misturas de Tempo

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Olá filhote,
estás já com 3.250kg e com 52cm. Cada vez maior! Cada vez mais bochechudo, lindão e sorridente.

O tempo vai deslizando suave e sereno. As preocupações pingam aqui e ali. O teu olhito mantém-nos preocupados e as tuas rotinas vão sendo o nosso objecto da mais absoluta atenção: diferenças, similaridades, coisas a corrigir, algo novo a introduzir, horas de banho a testar...

Por um lado não queremos que o tempo passe e desejamos estar contigo assim - todo o tempo!, agarrando-te e embalando-te e congelando assim estes momentos mágicos. Por outro lado queremos que o tempo corra e viaje a mil warps/hora, para te poder ver crescer, para te poder admirar nas mudanças dos traços, nas conquistas, nessas mágicas transformações, no amadurecimento; mas com isso, claro, estaremos igualmente e inevitavelmente a deixar o tempo esgotar-se.

É um ambivalente desejo, este, de tanto querer preservar-te pelo máximo tempo como querer que o tempo passe e possamos ver "como serás", "a quem sairás", "que desejos terás", e tantas perguntas mais que todos os pais, julgamos, aqui e ali, vão fazendo.

O tempo, esse, parece não nos ligar nenhuma e lá vai caminhando, como sempre, 60 segundos de cada vez, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.

E ainda bem.

 

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